Archive for the ‘Materiais de Construção’ Category

Causas de anomalias em paredes de alvenaria de edifícios recentes

Março 20, 2009

De seguida apresentamos um artigo cujo nome está no titulo do post. O artigo foi realizado por Adelaide Gonçalves, Jorge de Brito e Fernando Branco. O texto que se segue é transcrito da introdução do artigo e no fim do mesmo poderão clicar no link que fornecemos e fazer o download do artigo inteiro…

As alvenarias têm sido e são ainda a solução construtiva mais utilizada para a construção do elemento parede, cuja principal função é separar o espaço exterior do interior e ainda compartimentar e definir os espaços interiores (Sousa, 2002), desempenhando ainda um importante papel no desenho do espaço público. Além da importância funcional e estética, as paredes de alvenaria revestidas influenciam economicamente a construção, visto que os trabalhos de alvenaria, incluindo os revestimentos, correspondem a cerca de 13 a 17% do valor total da construção, valor que só é excedido pelas estruturas de betão (Sousa, 2002).

No entanto, as paredes de alvenaria de edifícios, em particular as que não apresentam função estrutural, são muitas vezes esquecidas na actividade de projecto e na fase de execução, o que tem contribuído para o aparecimento assíduo de diversos fenómenos patológicos. Também os revestimentos, que desempenham, cada vez mais, um papel complementar de relevo no desempenho global das paredes, são frequentemente tratados superficialmente.

Assim, é fundamental proceder ao estudo da patologia em paredes de alvenaria e nos seus revestimentos, nomeadamente nos mais usuais em Portugal (reboco com acabamento por pintura e ladrilhos cerâmicos ou placas de pedra aderentes). Este estudo passa pela identificação das anomalias em paredes de alvenaria revestidas e pela determinação e definição das suas causas prováveis.

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Reabilitação de um Reservatório de Água pela Sotecnisol

Dezembro 7, 2008

“A crescente necessidade de preservar as estruturas em boas condições de operacionalidade tem despertado o interesse no campo da reabilitação.

Cada vez mais os diferentes tipos de estrutura ganham importância nas nossas vidas. Sabemos que todo é efémero, com o seu tempo e duração. Desta forma a reabilitação de estruturas tem vindo a ganhar um lugar relevante no ramo da construção, de tal modo que suscita a investigação e o desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos.” retirado artigo Sotecnisol anexo

Neste post apresentamos um artigo da Sotecnisol sobre uma obra de reabilitação de um reservatórios de armazenamento de água potável. “Esta obra consistia numa reabilitação estrutural, do depósito de água construído na década de 80 e composto por elementos de betão armado. Do depósito fazem parte as paredes envolventes superior – situada acima da viga; e inferior – parede inclinada abaixo da viga; e a restante estrutura que suporta o reservatório (pilares e viga de coroamento).” (retirado do artigo)

Fonte: Nuno Hipólito (Marketing Sotecnisol)

Naturocimento

Setembro 29, 2008

O Naturocimento apresenta-se como um material isento de amianto na sua composição, o que desde logo permite olhar para este produto sem qualquer desconfiança, ao contrário do que geralmente acontece em relação ao fibrocimento.

O Naturocimento é constituído por:

. Cimento Portland, de alta qualidade
. Fibras de reforço PVA ( polivinil álcool )
. Fibras de celulose
. Sílica amorfa
. Aditivos
. Água

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Fenólicos

Junho 20, 2008

Os compostos fenólicos são substâncias naturais a partir das quais se pode produzir resina plástica de alta resistência. Existem inúmeras aplicações deste material quer ao nível de revestimentos, quer ao nível de compartimentação.

 

O fenólico apresenta as seguintes características:

  • A estabilidade de um painel auto-portante;
  • Economia de tempo na preparação e montagem;
  • A durabilidade de um revestimento altamente resistente;
  • Resistência à humidade e às limpezas frequentes;
  • Resistência aos agentes químicos.

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Curso sobre Tratamento de Materiais com Cal e/ou Cimento para Infra-Estruturas de Transporte – Seminário de Casos de Obra

Abril 3, 2008

Nos dias 26 e 27 de Junho, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto realiza o TRATCICA 2008, um Curso sobre Tratamento de Materiais com Cal e/ou Cimento para Infra-Estruturas de Transporte – Seminário de Casos de Obra Portugueses.
Este Curso tem o objectivo de “congregar responsáveis por obras que ocasionalmente se fizeram em Portugal, utilizando cal ou cimento para estabilização de materiais para infra-estruturas de transporte.” Este curso incidirá sobre os processos de concepção, processos de execução e métodos de controlo de qualidade de solos estabilizados com cal/cimento, além de discutir as implicações ambientais e os factores económicos que estão por trás da escolha de tais técnicas.

Programa e Ficha de Inscrição

Para mais informações contacte:
FEUP – DEC
Sra. Dra. Clotide Bento ou Sr. Manuel Carvalho
Telf.: 225 081 944/546
Fax: 225 081 446
E-mail: tratcica@fe.up.pt
http://www.fe.up.pt/tratcica

Decreto-lei dos RCD entra em vigor em Junho – DL 46/2008

Março 15, 2008

O Decreto-Lei n.º 46/2008, que regula a gestão de resíduos de construção e demolição (RCD), foi publicado em Diário da República, quatro meses depois da sua aprovação em Conselho de Ministros. O diploma entra em vigor em Junho, 90 dias após a data de publicação.

A nova legislação vem criar condições para a aplicação, inclusive na fase de projecto, de medidas de prevenção da produção de RCD e da sua perigosidade, aliando a utilização das melhores tecnologias disponíveis à utilização de materiais com melhor potencial de reutilização e reciclagem. Como forma de condicionar a deposição de RCD em aterro estabelece-se uma triagem prévia, e uma taxa para os resíduos inertes depositados em aterro de dois euros por tonelada. (more…)

Betão Celular Autoclavado

Fevereiro 11, 2008

O Betão Celular Autoclavado foi registado em 1924 pelo arquitecto sueco Johan Axel Eriksson. Esta criação resultou da pesquisa desenvolvida no sentido de encontrar um material que apresentasse boas características idênticas à madeira (estrutura sólida, bom isolamento térmico, facilidade de trabalho e manuseamento), mas sem as suas desvantagens (combustibilidade e apodrecimento com o tempo).

Os blocos deste tipo de betão apresentam todas as propriedades e características para a construção de alvenarias de alta qualidade, nomeadamente: isolamento térmico excelente, elevada resistência à compressão, incombustibilidade e resistência ao fogo, bom isolamento acústico e facilidade de manuseamento.

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Silestone – O Granito do Futuro

Fevereiro 8, 2008

O Silestone é um compacto de quartzo e cristais fabricados com alta tecnologia, mediante um processo chamado Sistema de Vibrocompressão a Vácuo. A sua composição é de 95% de quartzo (o material natural mais abundante do planeta), ao qual se junta 5% de resina de poliéster como elemento aglutinante e pigmentos especiais.

Este produto está no mercado mundial há mais de sete anos, em sessenta países, principalmente na Europa e EUA, estando disponível também em Portugal. A sua utilização é variada, desde pias de cozinha, bancadas para instalações sanitárias, revestimentos de paredes e pavimentos, etc.

Sendo um material de grande resistência e com textura semelhante à pedra natural permite obter uma grande durabilidade e amplas possibilidades decorativas. O Silestone apresenta um material branco absoluto, resistente como o granito, denominado de Branco Zeus, que se revela como uma excelente opção de revestimento, tanto pela sua qualidade, como pelo seu preço competitivo.

Previsão da produção de resíduos de construção: Vale do Ave

Janeiro 26, 2008

Tem-se falado ultimamente muito em resíduos de construção e demolição, visto estar já na assembleia nacional o decreto de lei de gestão de resíduos de construção, o qual estará brevemente disponível, e além disso porque se tem colocado aqui bastantes posts sobre o assunto.  Sendo assim, e como se tem falado muito em termos teóricos, apresentamos aqui um trabalho desenvolvido no Vale do Ave por Ana Rita Santos e orientada pelo Prof. Saíd Jalali, no qual se propõe uma metodologia de quantificação dos RCD para esta região. Este trabalho foi apresentado em diversas conferencias, a qual se destaca:

“Um futuro sustentável : ambiente, sociedade e desenvolvimento : actas da Conferência Nacional do Ambiente, 9, Aveiro, Portugal, 2007”. Aveiro : Departamento do Ambiente da Universidade de Aveiro, 2007. ISBN 978-972-789-230-3. vol. 3, p. 1018-1023

Reforço de pilares de secção rectangular

Janeiro 20, 2008

“Num dos nossos mais recentes trabalhos, vimo-nos forçados a reforçar um pilar cuja secção transversal, em planta, assume uma forma rectangular cuja relação entre lados é de 3 para 1. Impossibilitados de recorrer, por restrições de espaço, ao aumento de secção, houve que proceder ao confinamento da peça.

Tendo optado por escolher tecidos de fibras de carbono de baixo módulo impregnados “in situ” como elemento de cintagem e sabedores de que a eficácia da acção confinante é restrita, para este tipo de secção, criou-se a oportunidade para que aplicássemos, na prática, o bom resultado dos estudos realizados pelo Prof. Wang, na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, que implica a clara demarcação de núcleos (três, no caso) pela introdução de varões passantes regularmente espaçados, como se pode observar nas figuras a seguir reproduzidas.

Ao que nos é dado conhecer, esta foi a primeira actuação desta técnica em Portugal.” Texto retirado do site LEB- Projectistas, Designers e Consultores em Reabilitação de Construções

Certificação do aço para a Construção

Janeiro 19, 2008
Os produtos em aço destinados a serem utilizados como armaduras em betão armado na Construção passam agora a ter de ser certificados para efeitos da sua colocação no mercado.
“Garantir a segurança e a satisfação das exigências essenciais dos edifícios e empreendimentos em que venham a ser aplicados” é o principal objectivo do Decreto-Lei nº 390/2007, de 10 de Dezembro, que estabelece as condições a que deve obedecer a colocação no mercado ou a importação de aço para utilização em armaduras para betão armado.
O diploma em questão refere-se a todos os produtos em aço destinados a serem utilizados como armaduras em betão armado, nomeadamente aqueles que “se apresentem em forma de varões, barras, rolos ou bobinas, redes electrossoldadas, treliças e fitas ou bandas denteadas, independentemente do processo tecnológico utilizado na sua obtenção”, refere o Decreto-Lei.
As normas estabelecidas são aplicáveis “aos fabricantes de aço para utilização em armaduras para betão armado, aos seus mandatários ou a quaisquer outras entidades responsáveis pela sua colocação no mercado”, bem como aos responsáveis pela importação do aço. (clique para ler o resto) (more…)

Microcimento: nova tecnologia na manutenção e reparação de pavimento

Janeiro 13, 2008

“A tecnologia de reabilitação de pisos com a utilização de microcimentos , mas muito utilizada em alguns países com grande sucesso e custo altamente competitivo face às tecnologias convencionais

Qualquer manutenção ou reparo em pisos industriais deve ser realizada de maneira criteriosa, iniciando pela observância das condições de uso e vida útil estabelecida no projecto deste piso. Dessa maneira, uma avaliação prévia das condições estruturais de um piso deve ser feita considerando os dados estabelecidos em projeto e as condições de execução do mesmo e, na falta destes dados, esta avaliação deve ser realizada com base em técnicas recomendadas para avaliação.

As patologias mais comuns que acometem os pisos são as perdas de suporte por recalque de fundação resultando em degraus, movimentação vertical de placas, esborcinamento de juntas, bombeamento de finos da base (mais comum em pavimentos rodoviários e eventuais pisos externos), empenamento de placas, quebras localizadas, trincas e fissuras, delaminação superficial, desgaste por abrasão, empoeiramento, dentre outros.

Uma vez determinada a anomalia do piso, estuda-se as alternativas cabíveis de reabilitação, que devem considerar as causas que originaram tais patologias.

Dentre as mais recentes tecnologias para manutenção e recuperação de um piso industrial, destaca-se a utilização de microcimentos “in natura” ou compósitos a base de microcimentos, dependendo do tipo de patologia, ou até mesmo uma associação dos processos.” in Revistas Pisos Industriais (texto em brasileiro)

Ardósia

Dezembro 18, 2007

A ardósia é uma rocha metamórfica de composição fina e homogénea, composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram sendo formadas, dispondo-se em camadas.

A ardósia pode ser transformada em soleiras, porque tem duas linhas de folhabilidade: clivagem e grão. Isto torna possível que se divida em finas folhas. Outros materiais podem ter um custo inicial menor, mas as soleiras de ardósia durarão muitos anos, fazendo deste material uma escolha mais económica a longo prazo.

Algumas outras aplicações da ardósia são: Pavimentos, fachadas, tampos de laboratórios, e em decorações interiores e exteriores. Algumas das mais finas ardósias do mundo têm origem em Campo (Valongo), Portugal, Escócia e até em Nova Iorque nos Estados Unidos.

Em relação a técnicas de contrução a ardósia com clivagem só é possivel para altura de soleiras constantes, tendo que proceder-se ao seu amaciamento para obter alturas diferentes, o que fará o seu preço aumentar. Além disso a utilização de pingadeira não é recomendável, porque devido à sua composição em camadas, a ardósia pode começar o seu deterioramento mais precocemente.

Este é um texto em que misturo informação da wikipédia com informação de um distribuidor deste tipo de material, que me ligou muito chateado (isto sou eu a exagerar) porque eu tinha desenhado alturas diferentes para a soleira e no artigo pedia ardósia clivada e para além disso ainda tinha tido a “ousadia” de desenhar uma pingadeira.

Demolição do Estoril-Sol reaproveita resíduos

Dezembro 7, 2007

A Edifer e a Somague, consórcio responsável pela demolição do Hotel Estoril-Sol, apresentaram os resultados deste projecto quanto ao reaproveitamento dos resíduos de construção e de demolição (RCD), durante a conferência anual da BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, realizada ontem em Lisboa. A demolição resultou no reaproveitamento de 21 mil toneladas de ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos, 82 mil toneladas de betão, 150 toneladas de madeira e 3400 toneladas de ferro e aço. (more…)

Chão radiante:Técnica cada vez mais usada na construção

Novembro 2, 2007

O chão radiante não é mais que uma rede de tubagens, instaladas por baixo do soalho da habitação. 

Ligado ao sistema de aquecimento central da habitação, o piso radiante permite a distribuição da temperatura, de modo uniforme e controlada individualmente, divisão a divisão, através dos termóstatos.

O sistema de piso radiante pode ser instalado em qualquer tipo de infra-estrutura, de preferência em fase de construcção ou remodelação, pois irá ser colocado debaixo do soalho e coberto por cimento.

O piso radiante requer uma altura de cerca de 6 a 8 centímetros.
Por cima da placa de cimento deverá ser colocado isolamento junto às paredes (isolamento periférico).
Na parte superior colocam-se as tubagens, que serão depois recobertas por cimento.

  • Vantagens:

- Como está debaixo do soalho, não ocupa espaço.
– Este sistema de aquecimento é practicamente invisível.
– Por estar coberto, não ressaca o ar nem queima poeiras.
– amigo do ambiente, pois não gera fumos, não liberta gases, não provoca odores nem ruídos.
– Temperatura uniforme. como está distribuído pelo chão, a temperatura é igual igual em toda a divisão.
– Possibilidade de controlar a temperatura divisão a divisão, através de termóstatos individuais.
– É o sistema que melhor serve as necessidades dos espaços públicos, como bibliotecas, museus, escolas e igrejas, pois pode-se estabelecer um programa de conforto para os dias e horas de funcionamento. Não há qualquer elemento que esteja à disposição dos utentes.
– Não provoca o envelhecimento prematuro dos materiais.

 

O piso radiante é já considerado pela maioria dos técnicos como solução ideal para o aquecimento de qualquer empreendimento.Seja uma vivenda, apartamentos, lojas, escolas, lares de idosos ou outro equipamento, continua a configurar-se como a melhor solução.Com o aquecimento por piso radiante pode contar com todo o espaço e toda a liberdade. O piso radiante é saudável, uma vez que não resseca o ar/oxigénio e não carboniza poeiras. O piso radiante apresenta-se como o sistema de aquecimento mais confortável, económico, saudável, ecológico, funcional e seguro.

Fonte:Enat

Gestão dos resíduos de construção e demolição – Seminário

Outubro 11, 2007

Os RC&D constituem um grave problema ambiental que necessita de solução urgente, uma vez que estão a ser produzidos em quantidades cada vez maiores e que, por ausência de legislação que regulamente a sua adequada gestão, estão a ser depositados nos aterros destinados a resíduos sólidos urbanos (RSU), em terrenos baldios, beira de estradas, de uma forma descontrolado sem que haja qualquer controlo da quantidade em que estão a ser produzidos, nem do tratamento que lhes é dado.

Pavimentos aligeirados de vigotas prefabricadas de betão pré-esforçado

Outubro 7, 2007

Este tipo de pavimentos são constituídos por vigotas de betão pré-esforçado e blocos de cofragem, recebendo em obra uma camada de betão armado complementar, com função resistente e de solidarização do conjunto. O seu funcionamento estrutural é comparável ao de uma laje com armadura resistente unidireccional.

Documentação do site da Faprel

  • Programa de cálculo de pavimentos aligeirados de vigotas – Programa Aligeiradas
  • Documento de Homologação do LNEC – DH 434

Documentação do site da Presdouro

Pavimentos aligeirados e pré-esforçados. Constituídos por vigotas de betão pré-esforçado e abobadilhas de argila

presdouro alijeiradas

expandida. Vãos até 8.0 metros. Homologados pelo L.N.E.C. sob o DH 785.

  • Classe de reacção ao Fogo M0
  • Isolamento sonoro: Pavimento com massa de 260 Kg/m2; Rw aprox. 48 dB

Documentação do site da Secil Prebetão

Os pavimentos aligeirados da marca PREMOLDE foram dos primeiros a surgir em Portugal, há mais de trinta anos, assumindo-se desde então, como uma solução segura e económica para a execução de pavimentos vocacionadas para edifícios de habitação ou com ocupação e utilização semelhante

Cofragem de Permeabilidade Controlada (CPF)

Julho 4, 2007

Uma questão que se levanta na utilização do betão como material de construção, nomeadamente nas aplicações estruturais, é a sua resistência a agentes que afectam o seu desempenho. É essencial que qualquer estrutura de betão armado ou pré-esforçado conserve durante a sua vida útil os requisitos de projecto em termos de segurança, de funcionalidade e estética, sem custos de manutenção não previstos. A deterioração das estruturas de betão é muito afectada pelo transporte de gases, de água e de agentes agressivos dissolvidos na água . A maior ou menor facilidade deste transporte depende basicamente da rede porosa e das condições ambientais à superfície do betão.

Um sistema CPF, Controlled Permeability Formwork (Cofragem de Permeabilidade Controlada), consiste na utilização de um filtro/dreno sobre um molde tradicional (cofragem de madeira, contraplacado, ou metálico) com o fim de permitir a expulsão de bolhas de ar e o escoamento de água em excesso, mas retendo à superfície do betão (junto ao filtro) partículas de cimento arrastadas do interior pela água, essencialmente durante a fase de compactação – Figura 1. Como consequência, as camadas superficiais do betão ficam muito mais ricas em cimento, mais densas e impermeáveis, isto é, correspondem a valores da razão água/ligante muito mais baixas. Além disso, o filtro, saturado em água, garante a cura à superfície do betão, pois está sempre disponível a água necessária a uma hidratação óptima do cimento presente, enquanto a cofragem não for retirada.

cpf

 

  • Fonte: Joana Sousa Coutinho (Prof. Auxiliar, LABEST/FEUP – Porto) in JPEE 2006

 

Geopolímeros

Julho 3, 2007

O termo geopolímero foi introduzido por Davidovits para representar polimeros de origem mineral resultantes da investigação geoquímica. O processo de geopolímerização envolve uma reacção química que se produz num meio altamente alcalino onde certos minerais como a sílica e a alumina irão reagir criando polimeros com ligações do tipo Si-O-Al-O. A composição química dos geopolímeros é similar à dos zeólitos embora demonstre possuir uma microestrutura amorfa. Os zeólitos são um conjunto de alumino-silicatos cristalinos hidratados de metais alcalinos. A sua estrutura química é essencialmente constituída por tetraedros de silica e alumina ligados entre eles por iões de oxigénio. Os zeólitos encontram-se na Natureza quando, por exemplo, existe a deposição de cinzas vulcânicas em meio líquido com elevada alcalinade ou quando há inundações de depósitos de cinzas vulcânicas por águas com elevada alcalinidade (água com elevado teor de sódio sob a forma de carbonato ou bicarbonato).

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Fabrico de GEOBETÃO

Maio 26, 2007

 

Recém-licenciados vão produzir cimento inovador

“Três recém licenciados de Vila Real revelaram à Lusa que vão produzir geobetão – um cimento inovador, mais ambiental e resistente – a partir da reciclagem de resíduos de construções e demolição no Norte.

A ideia da primeira empresa da Região Norte de reciclagem de inertes partiu de Luís Reis, Sofia Neto e Patrique Alves, recém licenciados em Engenharia Ambiental pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Margarida Correia Marques, coordenadora da campanha de sensibilização e educação ambiental «Douro Limpo» que está a ser promovida na região Património Mundial da Unesco, tem alertado para a falta de soluções para a deposição de resíduos de construções e demolições.

São inúmeras as zonas de despejo que actualmente se encontram pelas bermas das estradas e montes da região duriense, onde, para além dos entulhos resultantes construções e demolições, há ainda os designados «monstros domésticos», designadamente frigoríficos, fogões e mobiliário.

Luís Reis disse à Agência Lusa que o projecto para a empresa de reciclagem já foi alvo de uma candidatura ao programa FINICIA do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) e que, se todo o processo correr bem, a empresa «poderá abrir dentro de meio ano a um ano» com «um investimento previsto de 500 mil euros».

Explicou que o objectivo é receber resíduos de construções e demolições, que, depois de sujeitos a uma triagem, serão reciclados e transformados em areias, britas ou geobetão, que são materiais usados na construção civil.

A «grande inovação» é o geobetão, um tipo de cimento que, segundo Sofia Neto, é «mais ambiental porque é feito só a partir de materiais virgens» e também «mais resistente».

Sofia Neto diz ainda que, através deste processo, «são mais reduzidas as emissões de dióxido de carbono».

Caracteristicas:

  • Passou no teste de durabilidade;
  • Grande isolamento acústico;
  • elevada resistência ao fogo;
  • elasticidade elevada;
  • boa resistência mecânica;
  • baixo custo, menor do que com o cimento normal.

A responsável referiu que o geobetão, elaborado em parceria com a UTAD, foi criado, numa fase experimental, a partir das areias das escombreiras das minas, tendo já sido testado em obras «com resultados muito positivos».

A localização da futura empresa ainda está a ser estudada mas, os jovens empresários estimam que venha a receber cerca de 130 toneladas de entulhos por dia.

«Queremos abranger a maior área possível», adiantou Luís Reis.

Para colmatar a falta de soluções na deposição de inertes deveria ter sido aberto no início de 2007, no concelho de Vila Real, um aterro de inertes, instalado na pedreira de Parada de Cunhos.

No entanto, o aterro da responsabilidade da empresa Artebetão – Betão e Rochas S.A ainda não abriu, em parte devido, segundo o vereador da Câmara de Vila Real, Miguel Esteves, «à demora por parte do Ministério do Ambiente em passar a licenciamento».”

  • Fonte: Diário Digital

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