A construção civil e as mudanças climáticas

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Redução do uso de energia e melhoramento da eficiência ou do seu uso em prédios. Essa pode ser a contribuição que a construção civil pode dar para abrandar o aquecimento global e as mudanças climáticas.

É o que afirma o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) Construções Sustentáveis e Iniciativa Imobiliária (SBCI, da sigla em inglês). Segundo o relatório Construções e Mudanças Climáticas: status, desafios e oportunidades, a mistura correcta entre uma apropriada regulamentação governamental, um aprimoramento do uso de tecnologias para economia energética e uma mudança comportamental pode reduzir substancialmente as emissões de dióxido de carbono (CO2) do sector de construção civil, que acumula cerca de 30% a 40% do uso global de energia.

As melhorias ambientais também podem se dar em construções antigas. Basta reconhecer que no tempo de vida de um prédio comum, a maior parte da energia é consumida não para a construção, mas durante o período que o prédio está a ser usado. Ou seja, quando a energia está ser usada para aquecimento, refrigeração, iluminação, actividades domésticas, ventilação e outros. Vários países, incluindo Austrália, Cuba e países da União Européia, estão a tentar gradualmente ou totalmente banir o uso de lâmpadas incandescentes que estão no mercado por mais de um século em vários modelos. A agência Internacional de Energia estima que uma total mudança global para lâmpadas compactas fluorescentes pouparia, em 2010, 470 milhões de toneladas de CO2 ou um pouco mais do que a metade das reduções de Kyoto.

Com base nisso, o Relatório orienta para o uso melhorado de tecnologias como isolamento térmico, sombra solar e utensílios eletrônicos mais eficientes, sem deixar de lado a importância de campanhas de educação e advertência. Os especialistas indicam soluções simples, incluindo sombras e ventilação natural, uso de materiais reciclados de prédios, adequação do tamanho e da forma do prédio para seu propósito de uso, entre outras saídas. O SBCI é uma parceria internacional para ‘deixar verde’ o sector de prédios e construções. Inaugurada há um ano junto ao Pnuma, hoje tem cerca de 30 membros, incluindo alguns dos maiores nomes da área. Cópias do relatório sobre Construções e Mudanças Climáticas Pnuma/SBCI podem ser baixadas dos endereços www.unep.fr ou www.unep.org. (a partir de informe do Pnuma)

Está a aquecer…

A maior planta de energia solar do mundo foi inaugurada em Portugal. Custou 61,5 milhões de euros e tem capacidade para produzir 11 megawatts de energia, o que pode cobrir a demanda de 8.000 casas. Com a produção da energia limpa, a planta de energia solar deve evitar a emissão de 30 mil toneladas de gases formadores do efeito estufa por ano. É um projecto conjunto das empresas americanas GE Energy Financial Services e PowerLight Corporation e da companhia de energia renovável portuguesa Catavento.

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Uma resposta to “A construção civil e as mudanças climáticas”

  1. Francisco Says:

    Penso que os engenheiros, empreiteiros, trabalhadores, arquitectos e todos envolvidos em projecto, e posterior execução devem começar a olhar para esta questão com os olhos bem abertos

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