Consumo Energético das Habitações

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Baixo consumo de energia compensa elevado custo das habitações com certificação

A construção recente não é garantia de qualidade energética, sobretudo, se tiver uma orientação a Sul. Neste caso, por exemplo, pode atingir elevadas temperaturas no Verão e conduzir a consumos exagerados de electricidade com as necessidades de arrefecimento. Esta é uma situação com a qual as pessoas que decidiram mudar-se para a Alta de Lisboa e comprar uma habitação nos Jardins de São Bartolomeu, um dos mais recentes empreendimentos nesta zona do Lumiar, não esperavam. Se antes de comprar a sua habitação, cada futuro proprietário tivesse tido nas suas mãos uma espécie de caderneta com indicações sobre o posicionamento solar da habitação, o seu isolamento térmico, o tipo de iluminação, bem como outros aspectos relativos à sua eficiência energética, talvez tivesse ponderado melhor a sua compra. A partir de 1 de Julho, as novas construções, residenciais com mais de mil metros quadrados ou de serviços, são obrigadas a exibir certificados de desempenho energético.

«Actualmente, uma parcela muito significativa das medidas que levam a um bom desempenho energético passam pela aplicação de medidas solares passivas, ou seja, pelo aproveitamento da energia solar passiva, utilização de luz natural ou ventilação natural. Estas medidas são conseguidas através de princípios de arquitectura bioclimática que não implicam custos adicionais ao projecto, mas passam simplesmente pela forma como se projecta o espaço e a forma como podemos maximizar as potencialidades e características do local», explica ao AmbienteOnline Isabel Santos, administradora-executiva da Ecochoice, empresa que se dedica à construção sustentável.

 

Por outro lado, sublinha, as medidas de produção de energia através de fontes renováveis, exigidas pelos novos regulamentos, têm de facto custos que se traduzem actualmente em períodos de retorno entre dois a três anos ou entre cinco e sete anos, de acordo com as tecnologias a aplicar.

Com efeito, «num curto prazo será natural que se reflicta no mercado algum aumento no custo das habitações, reflexo das tecnologias de produção de energia ou calor com recurso a fontes renováveis, mas a tendência será, com o surgimento de novas soluções e o alargamento deste mercado, para a redução destes custos. Este investimento inicial acaba por ser largamente compensado porque se traduz numa redução nos custos de utilização (menos consumo de energia) e num aumento do conforto interior», refere.

De qualquer modo, afirma Isabel Paiva, representante da Associação de Residentes do Alto do Lumiar, «não acredito que os preços disparem. É preferível um maior investimento inicial, do que depois surgirem problemas relacionados com eficiência energética. Nos novos edifícios do Alto do Lumiar muitos residentes foram obrigados a instalar ar condicionado nas suas casas».

  • Autor / Fonte: Tânia Nascimento in Portal do Ambiente Online
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