Ordem dos Engenheiros e o Processo de Bolonha

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Numa altura em que ainda não se sabe bem que implicações reais o Processo de Bolonha vai trazer e o que vai mudar após este estar completamente implementado, ficam aqui as declarações do bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, ao Sol online:

“A Ordem dos Engenheiros afirmou hoje estar disposta a admitir todos os alunos licenciados em engenharia após a Reforma de Bolonha desde que os diplomas sejam de cursos reconhecidos pelo Governo e após uma mudança nos estatutos da Ordem.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE), Fernando Santo, apresentou hoje as propostas entregues ao Governo para a admissão de futuros licenciados como membros efectivos da OE, face às alterações introduzidas no Ensino Superior devido ao Processo de Bolonha, assim como sobre a acreditação dos cursos de engenharia.

«A posição da Ordem é uma resposta adequada quer aos objectivos da declaração de Bolonha, quer aos objectivos da Directiva das Qualificações Profissionais», afirmou hoje à Lusa Fernando Santo, após ter manifestado ao Governo a disponibilidade de admitir os mestres pós-Bolonha como membros efectivos e disponibilizar o sistema de acreditação de cursos da Ordem para os cursos nacionais.

De acordo com a OE, esta posição representa «uma oportunidade para a integração, na mesma associação profissional, dos diferentes profissionais com formação superior em engenharia, numa visão multidisciplinar e integradora, que corresponde à realidade dos processos produtivos das áreas de engenharia e à aspiração dos futuros licenciados».

Com a nova Reforma do Ensino Superior, também designada por Reforma de Bolonha, o título académico de licenciado em engenharia passou a ser atribuído ao fim de três anos de ensino superior em cursos de engenharia, quando, anteriormente, tal designação apenas era atribuída para formações de cinco anos. O grau de mestrado é obtido no final de cinco anos de formação.

A atribuição da mesma designação académica a diferentes formações (antes e depois de Bolonha) tem gerado confusão no mercado do trabalho e na sociedade em geral e, de acordo com Fernando Santo, «levado a que se questionasse o papel da Ordem dos Engenheiros».

Fernando Santo explicou hoje à Lusa que «todos os licenciados em cursos de engenharia anteriores à Reforma de Bolonha e todos os portadores de um mestrado em engenharia pós-Bolonha – desde que reconhecidos pelo Ministério da Ciência – podem candidatar-se a membros da Ordem mediante prestação de provas de admissão, não havendo impedimento de nenhum curso de acesso».

«No entanto, o nosso estatuto prevê uma dispensa de prestação dessas provas de admissão para os alunos que tenham um diploma dos cursos acreditados pela Ordem dos Engenheiros», acrescentou.

O responsável afirmou ainda que o sistema de acreditação não representa qualquer impedimento, «mas sim uma diferenciação positiva que, na prática, promove a qualidade do ensino colocando os cursos nos níveis de exigência que os critérios da Ordem impõem», tendo levado a «um crescente número de cursos que satisfazem esses requisitos».

De acordo com a Ordem dos Engenheiros, a forte proliferação de cursos de engenharia, as suas diferentes designações e redução da qualidade do ensino básico, secundário e superior nos últimos anos, «não têm permitido manter, de uma forma geral, os níveis de formação e de competências exigíveis para a prática de engenharia».

Com a aplicação da Reforma de Bolonha tornou-se evidente a necessidade dos cursos de engenharia ministrados em Portugal serem reconhecidos no espaço europeu, pelo que Santo lembrou que, desde 2003, a Ordem dos Engenheiros iniciou um processo para que o seu sistema de acreditação de cursos fosse reconhecido segundo padrões internacionais.

«Nesse sentido, a Ordem, em conjunto com 20 associações de engenharia europeias, criou uma agência para gerir os critérios das agências nacionais de avaliação (ENAEE) para primeiro e segundo ciclos de engenharia e atribuir os critérios de qualidade europeus EUR-ACE».

«O nosso modelo de acreditação foi reconhecido e encontra-se em perfeita sintonia com o que se passa na Europa», garantiu o responsável, pelo que o disponibilizamos ao Governo para acreditar os cursos de engenharia em Portugal.”

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45 Respostas to “Ordem dos Engenheiros e o Processo de Bolonha”

  1. xm carreira Says:

    «O nosso modelo de acreditação foi reconhecido e encontra-se em perfeita sintonia com o que se passa na Europa»

    Isso não é verdade. Para um engenheiro civil espanhol de Vigo/Badajoz que quiser trabalhar no Porto/Lisboa seria dificil e demoraria muito ser reconhecido pela Ordem. E assim para mim é simples ser reconhecido no Reino Unido, como de facto estou reconhecido, do que em Portugal. As diferenças de formação entre um engenheiro civil português e espanhol são pequenas, pouco importantes e não justificam as actuais barreiras da Ordem aos profissionais estrangeiros.

  2. Nelson Pinto Says:

    Ou seja, além de nada ter mudado, a Ordem continua a impedir o livre acesso dos licenciados em engenharia à actividade.

    Um aluno, depois de ter sido avaliado durante cinco anos por professores, alguns deles com doutoramento, vai-se sujeitar a uma (UMA) prova, que definirá de um momento para o outro se ele está apto, que será corrigida por, às vezes, licenciados ou mestres. Além destes estarem a desrespeitar e a desacreditar a capacidade de avaliação de todos os professores que o aluno teve, ainda por cima fazem depender a aptidão e o seguimento da sua actividade profissional de uma simples prova.

    Por fim, Bolonha era suposto ter acabado com os entraves à livre circulação de portadores de um curso acreditado. Mas enganem-se. Existe a Ordem, que sabe mais do que quem criou este Processo e que, assim, diz que só cá entra quem eles querem.

    Esta situação tem de mudar. A sociedade em geral tem de se aperceber que não é a Ordem que dá o título de engenheiro. Os alunos ganham-no com o seu esforço. Não é a Ordem que diz se um engenheiro está apto ou não. É ao Estado que cabe esta função, aprovando o funcionamento da licenciatura.

  3. Nuno Dias Says:

    Se optarmos pela opinião de que o Estado tem competência para avaliar todos os cursos que de facto acreditou, estaremos a neglicenciar que estamos num país em que não é o estado enquanto pessoa de bem que decide, mas sim as pessoas que estão lá que muitas vezes não têm a minima competência nem disponibilidade para avaliar o curso que acreditaram.

    Assim, não vamos cair na tentação de pensar que o Estado só dá o aval a Universidades com valor, quando de facto sabemos que isso não acontece. Discordo com uma só prova de admissão, mas não posso concordar com uma total conivência com os “critérios” da entidade governamental.

    Quem iniciou um curso não acreditado pela Ordem já saberia quais as consequências dessa opção. Teoricamente concordo que a acreditação deveria ser dada pelo Governo, mas na prática não é justo partir das mesmas condições tirando o curso em Universidades cuja qualidade de ensino e preparação não tem comparação.

  4. xm carreira Says:

    Nuno,

    Eu posso compreender que a Ordem dos Eng. possa vir a ser um organismo de controlo da qualidade dos cursos. Mas Portugal é um país europeu. Os engenheiros trabalhamos num mundo global e várias vezes na vida mudamos de cidade e mesmo de país.

    Da mesma maneira que um médico ou um arquitecto é imediatamente reconhecido em toda a Europa, não deveriam existir grandes dificuldades nem demoras na acreditação de engenheiros na UE.

  5. Rui Silva Says:

    Venho discordar com o Nuno Dias, se as Universidades podem estar melhor equipadas é verdade, mas não significa que os outros cursos não podem dar o curso com qualidade suficiente! Eu tirei o curso de Eng. Civil e do Ambiente na ESTG do IPVC, e digo que já tive alguns estagiários que frequentaram universidades acreditadas e que não diferenciavam um vibrador de betão de uma cabo de vasoura. Na minha opinião acho um crime e uma injustiça limitar muitos profissionais desta maneira só porque conseguiram frequentar uma universidade acreditada e onde outros com mais limitações ficam sujeitos a critérios sem pés nem cabeça pela ordem dos engenheiros.
    Mas enfim, é apenas a minha opinião e respeito a dos outros.

  6. António Baião Says:

    A Ordem(?) faz-me lembrar aquela do desfile do Juramento de Bandeira: “Manel, o nosso filho é o único que leva o passo certo, os outros 149 vão todos desalinhados…”. Cada vez tenho mais a sensação que vivemos num país infra-desenvolvido, em que há lobbies que substituem o ESTADO, pois os Cursos de Engenharia são acreditados pelo Governo e chumbados pela OA, há qualquer coisa de macabro.
    Deixem ser o mercado a regular a actidade, como o tem feito até aqui. Sou licenciado em Engenharia Civil há 15 anos, nunca me faltou trabalho e não preciso da Ordem para nada…

  7. André Filipe Says:

    No decorrer do próximo ano lectivo vou terminar o Mestrado Integrado de Engenharia Civil pela FEUP.
    Li atentamente todos os comentários anteriores dos quais destacaria uma ideia que me tocou especialmente: “já tive alguns estagiários que frequentaram universidades acreditadas e que não diferenciavam um vibrador de betão de uma cabo de vassoura”
    Falando da minha experiência própria, eu concordo que realmente as pessoas saem das faculdades credenciadas com uma certa escassez de conhecimentos ao nível prático. De certa forma, terminamos os cursos e perguntamos “Construção/Engenharia Civil, o que é isso?”. Tal se deverá certamente ao facto de nestes cursos haver uma aposta clara nos conhecimentos teóricos em detrimento dos práticos. Concordo que muitos engenheiros recém formados no ISEP ou numa ESTG possa ter um maior domínio prático no início da carreira. Mas será que há comparação entre os horizontes de um engenheiro formado na FEUP e os formados numa ESTG? Como dizem os meus professores (só alguns dos maiores engenheiros deste país), quem quer saber muito de prática antes de terminar o curso de engenharia civil é só ir tirar um cursinho profissional de trolha…
    Eu tenho colegas meus, que, por não conseguirem ter qualquer aproveitamento na FEUP foram para a ESRG de Viana do Castelo. De repente tiveram um incremento de capacidades e fazem tudo com média de 16. Tenho também colegas que vieram da Faculdade do Minho com média de 14 e chegaram à FEUP por transferência e não conseguem ter mais de 11. Alguns dos quais desabafam uma profunda falta de conhecimentos quando comparados os dos alunos que frequentam a FEUP desde o início da licenciatura.
    Será que a “vida de cão” que muitos jovens universitários levam em certas faculdades deste país não merece um maior reconhecimento pela Ordem? Porque me andei eu a matar durante tantos anos quando depois tenho o mesmo reconhecimento que os licenciados com cursos não credenciados? E não me venham dizer que tirar uma licenciatura numa ESTG não é um passeio comparado com a FEUP ou IST…
    Como já foi dito, só não vai para uma faculdade com cursos reconhecidos quem não quer ou quem não tem capacidade par tal. Não creio que essas pessoas possam exigir o mesmo tratamento. Se não entram na Ordem com alguma facilidade, acho que apenas o devem a si mesmos…

  8. Tiago Cunha Says:

    Caro André Filipe,

    Antes de mais, suponho que quando dizes Faculdade do Minho te queiras referir à Universidade do Minho. Fica a correcção…

    Quanto ao caso que referes de colegas teus que foram da Universidade do Minho suponho que eles se tenham transferido ao fim do 1º ou 2º ano onde reinam matemáticas e outras cadeiras que por assim dizer não abordam a engenharia civil mais a fundo. Acabei o curso este mês e posso apostar que os meus colegas que terminaram os 5anos com média de 14 na Universidade do Minho não chegariam à FEUP para ter 11. No caso que referiste provavelmente houve problemas de adaptação ao método de ensino. Se quiseres posso te apresentar um caso de alguém que se transferiu da FEUP para a UM e a sua média também baixou…

    Mas que se perceba que com isto não estou a dizer que a UM está ao nível da FEUP, assim como não diria que qualquer uma dessas duas está ao nível do IST. É mais que justo reconhecer as diferenças de qualidade entre as universidades.

    Não posso deixar de concordar contigo quando dizes que deve haver uma diferenciação baseada em certos critérios relativos à universidade que se frequentou. Porém, não me parece é que uma prova de 2 horas seja o método mais correcto para determinar se uma pessoa está apta a inscrever-se na ordem ou não.

    Talvez fosse aconselhável mudar esse método para outro (qual, não sei…) de modo a tornar a distinção entre os cursos creditados e os não creditados um processo mais consensual. E digo isto tendo estudado na UM, que tal como a FEUP, tem o curso de engenharia civil creditado na ordem.

  9. Ivo Seara Says:

    Caros colegas, antes de mais tenho a lamentar a falta de união e a rivalidade que se quer implementar entre jovens estudantes de engenharia civil.

    Realmente é bastante triste que alguém se julgue melhor e mais capaz do que alguém somente por ter sido formado na faculdade “y” e não na faculdade “x”… Lamento muito a mentalidade do jovem André Filipe que, embora formado na FEUP, demonstrou claramente que ainda tem de crescer muito na mentalidade para ter sucesso… Fica uma dica: “A MELHOR UNIVERSIDADE É A UNIVERSIDADE DA VIDA”.

    Vistas as dificuldades de se entrar para a ordem, penso que a nossa sociedade de recém licenciados deveria ser unida e lutar em prol de um objectivo e cooperação, que é a entrada na ordem para assim poderem exercer, sem qualque limitação, as funções para as quais estudaram e se dedicaram durante anos a fio.

    Concordo quando se diz que deverá haver alguma diferenciação entre um licenciado numa Universidade acreditada e numa não acreditada, no entanto, julgar um recém licenciado numa Universidade não acreditada por um único exame talvez não seja o mais justo… Deveriam ser julgados com um complemento do seu trabalho, devendo ser essa avaliação mais ou menos exigente consoante a situação e, avaliar um licenciado, numa imensidão de matéria, num exame com uma duração de algumas horas poderia ser, no máximo, um complemento do trabalho demonstrado.

    Fica a ideia de aprovação de um licenciado numa Universidade não acreditada através da atribuição de uma percentagem ao exame feito para a ordem, sendo a restante percentagem atribuida ao trabalho demonstrado (por exemplo através de um relatório).

  10. Jacinto Sepúlveda Says:

    olha quem decidiu aparecer por cá. o special one, Ivo Seara.

    vou dar aqui a minha opinião relativamente a este assunto.

    Eu acho que realmente a ordem deveria repensar a sua politica de entradas. Somos todos iguais e no mundo do trabalho o que conta não são essas banalidades de onde foi formado (até pode ser no primeiro emprego que haja alguma receptividade das empresas em contratar alunos de universidades mais conhecidas). Lá fora o que interessa é o valemos como engenheiros e não o que fomos enquanto alunos.

    Contudo sou da opinião que se deve arranjar um sistema de controlar a qualidade do ensino praticado nas universidades para poder melhorar o nível se ele estiver bastante abaixo da média. Agora desculpem-se os que foram formados no IST e na FEUP (quem eu respeito), mas ainda existe muita influencia destas universidades no ensino de engenharia civil que não permite que ninguém se chegue ao pé deles.

    Penso que existe outro problema, é as diferenças que cria entre a classe dos engenheiros, até pelo facto de eles irem para o mercado de trabalho na mesma e a ordem deste modo não os tem sobre a sua alçada, penso que a ordem deveria permitir a entrada destes alunos, criando uma classe especifica, até eles conseguírem passar nestes testes, ou comprovar com o seu trabalho no mercado que merecem estar na classe.

    Devo ainda dizer que a ordem deveria não só avaliar estes alunos, mas também deveriam ser feitos alguns tipos de avaliações para os engenheiros que já estão na ordem, porque não basta lá estar, é preciso provar que se merece estar, e acredito que se isto fosse feito muita gente iria sair da ordem….

  11. André Filipe Says:

    Gostaria só de esclarecer algumas coisas:

    1- Eu não disse que concordo com a forma como são avaliados os alunos de cursos não credenciados. Não conheço o tipo de prova a questão sujeitos…se é simples ou difícil…se é justa ou não!! Por isso não teço comentários sobre isso… apenas acho que deve haver alguma forma de distinção…

    2- Claro que nem bons alunos dão bons engenheiros. A vida profissional é que vai dar resposta a isso. No entanto, é natural que um aluno que esteja mais bem preparado tenha melhores oportunidades para se tornar um melhor engenheiro. É como os melões…só depois de abertos dá para ver se são bons! Mas é ver sempre antes se não têm partes moles ou buracos de insectos…

    3- Acho que algumas “reclamações” que muitos têm feito relativamente à Ordem partem de ideias erradas. Não creio que o tipo de argumentos usados seja muito válido. Seria muito mais razoável pôr-se em causa certos cursos de certas universidades credenciadas que são reconhecidos pela ordem sem cumprir determinados padrões. Dou um exemplo com o qual lido várias vezes: nem em todos os cursos de engenharia da FEUP existe o mesmo padrão de qualidade. Posso referir o curso de Engenharia de Minas onde as facilidades concedidas aos alunos são “algo de muito estranho”.

    4- Eu não tenho nada contra os licenciados em engenharia em faculdades não credenciadas. Acho que existe um espaço próprio para cada um de nós. Só temos que correr atrás dele. No caso das pessoas que vêm das faculdades não credenciadas, acho que elas têm que passar por alguma prova das suas competências para poder atingir o seu espaço. E essas competências são reais, não duvido que existam formas eficazes de as comprovar, formas essas que devem, portanto, ser praticadas. Acho que todos temos que saber qual o nosso espaço e tentar sempre melhorá-lo. Eu próprio tenho consciência que parto de um plano inferior relativamente aos alunos com média de 17 e 18 que terminam o meu curso! Mesmo sabendo que posso vir a ser melhor engenheiro que eles (algo para o qual vou lutar bastante), tenho consciência que à partida eles são melhores que eu! Não sei se amanhã o serão…hoje são certamente!

    5- Quando referi a UM, só me estava a referir a engenharia civil. Por exemplo, tanto quanto sei, esta faculdade tem padrões de excelência superiores aos praticados na FEUP em determinadas áreas como sejam as engenharias ligadas à electrónica, sistemas e informática. Relativamente a engenharia civil, nas vésperas do exame, já cheguei a tirar dúvidas de Resistência do Materiais (para mim, uma das mais importantes cadeiras do curso leccionada nos primeiros anos) a alguns alunos da UM meus amigos, tendo percebido que eles tinham muitas carências (era capaz de jurar que eles não iriam conseguir passar)…qual o meu espanto quando vejo que em média tiraram 14… oO

    6- Dos contactos profissionais com que tenho lidado, tenho constatado impressões bastante positivas relativamente a recém formados em ALGUMAS faculdades credenciadas em detrimento de outros provenientes de faculdades não credenciadas. Será que isso também não significa nada?

    7- “Lamento muito a mentalidade do jovem André Filipe que, embora formado na FEUP, demonstrou claramente que ainda tem de crescer muito na mentalidade para ter sucesso… Fica uma dica: “A MELHOR UNIVERSIDADE É A UNIVERSIDADE DA VIDA” ”

    …que eu tenho muito a aprender ainda, jamais poderei negar. No entanto, tenho a mentalidade que me foi transmitida pela grande maioria dos meus professores (simplesmente alguns dos melhores engenheiros do país) para os quais o sucesso profissional é o “pão-nosso de cada dia”…

  12. António Baião Says:

    Ao ler os comentários fico deveras procupado com o que as escolas podem fazer a algumas mentes menos esclarecidas…
    Continuam a discutir “escolas de primeira, escolas de segunda, de terceira, etc…, o meu curso é muito melhor que o deles, porque eu tive o professor X, que fez a obra Y, muito maior que a do professor Z”, parecem alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico…
    Ainda não percebemos que não é nas escolas que se aprende a profissão, mas apenas os princípios da mesma. A verdadeira aprendizagem passa pela formação contínua especializada e pelas constantes actualizações no mundo do trabalho, com a aplicação de novas técnicas e novos materiais.
    Se um Curso de Engenharia é aprovado pelo Governo, é porque obedece aos requisitos mínimos, (tanto o Curso como a Escola), se todos investimos para que o mesmo funcione, atrvés do OGE, (Público), se após terminado o Curso pode trabalhar em qualquer país da UE sem limitações, a não ser as que resultam da creditação do mesmo, (UCTS), porque é que temos limitações para a grande maioria dos Cursos de Engenharia no próprio país???
    É com um EXAME de duas horas que vão avaliar os conhecimentos de um profissional altamente especializado???
    Para que servem as maiorias dos MESTRADOS INTEGRADOS???
    Na minha modesta opinião, apenas deveria ser permitido o ingresso no mestrado após dois anos de prática profissional em determinada área, pois o que constacto é que a maioria dos colegas que conheço, do ramos de etruturas, estão a fazer Direcção de Obra…

  13. Jacinto Sepúlveda Says:

    Como estamos a ver este assunto ainda é muito problemático e penso que nunca haverá consenso nesta matéria. Pois bem, como diria alguém ligdo a este mundo:

    “Acho que é melhor nós enquanto ordem fazermos alguma coisa para mudar a situação (resolvendo o problema dentro da nossa casa) do que depois isto ir para parlamento onde 200 e tal senhores que não percebem nada da matéria vão resolver”

    Com isto quero dizer, o problema é nosso, temos de resolver…a ordem já fez alguma coisa acerca disto, algum debate, outra coisa qualquer??

    Se calhar faz, mas para nos tirar mais uns tostões…para pagar as cotas mexem-se eles

    cumprimentos

  14. Ivo Seara Says:

    Porque é que há pessoas interssadas mesmo em dfender uma causa e com falta de humildade?… Dizem que os seus professores são muito bons e até mesmo os melhores, mas pelos vistos isso não é verdade pois, os mesmos, incutem mentes impróprias para o mundo do trabalho…FALTA DE HUMILDADE E PENSAMENTO QUE SÃO OS MELHORES…

    É preciso ser humildade e saber ouvir os outors…concordar com eles mesmo que não se concorde e, depois de forma subtil e inteligente, dar a nossa opinião e tentar mudar o rumo dos acontecimentos e dos pensamentos…

    Mas a questão que se debate é de como se puder actuar para se ter um mais fácil ingresso na Ordem para assim exercer-mos a nossa profissão.

    Mais uma vez volto a referir que o método que j a mencionei em comentários antreriores poderia ser uma solução viável, ou então, dividir (somente durante o inicio de actividade) os engenheiros em escalões, consuante venham ou não de Universidades acreditadas pela ordem. Após um determinado tempo, deverse-ia submter esses engenheiros a demonstração de conhecimentos (através de relatório ou de prestação de provas…ou ambas em conjunto) para assim definir a sua situação e as suas capacidades no exercicio da profissão.

    Penso que o nosso esforço e luta deve ser em função de um objectivo concreto que é o de demonstrar a nossa insatisfação relativamente às dificuldades de se entrar na Ordem, devendo nós fazer qualquer coisa para tentar mudar o rumo dos acontecimentos… Gastar energias em discutir quém é melhor ou pior só pela Universidade que frequentou para realizar a Licenciatura não vale a pena porque, como já se disse, o que vai mostrar quem realmente tem capacidades para ser um bom engenheiro são as dificuldades do mundo de trabalho.

    Cumprimentos a todos.

  15. anónimo Says:

    Ser engenheito … To be or not to be !!! E os engenheiros inscritos na ANET!!! A ordem dos Engenheiros com tanto elitismo deveria era fechar as portas e deixar trabalhar quem sabe… POr isso é que este País não avança com tantas mentalidades retrogadas e de extrema presunção social de quem nada sabe fazer mas que quer ser tratado por doutor

  16. herlander Says:

    Caros colegas

    A ordem do engenheiros não defende ninguém, não lhe interessa a formação contínua de ninguém, querem é as quotas, senão veja-se :
    1- Aquando desta polémica (desnecessária)com o Primeiro Ministro, a OE não saiu (até hoje) em defesa da classe – a ANET já o fez através de declarações e publicações nos jornais (veja o site da ANET). Ser Engenheiro hoje em dia é ser alvo de chacota.
    2- A OE massacra os engenheiros recém licenciados com exames de admissão (ilegais?) e estágios profissionais, só para ganhar dinheiro (descobriram ali uma mina de ouro), mas em contrapartida nada exige aos Membros mais antigos (por exemplo a frequência obrigatória de acções de formação sem as quais não poderiam assinar projectos). Um exemplo, os novos regulamentos que vão saindo (termica, acustica, etc) – Há Engenheiros na Ordem que ainda não sabem o que é o RSA ou o REBAP, e não são mais engenheiros que eu.
    3- A Ordem dos Arquitectos foi condenada em tribunal relativamente a estes exames de admissão ilegais, por usurpação de funções, pois apenas o Estado deve poder reconhecer cursos e Universidades. Com a OE não se estará a passar o mesmo?
    4- O título de Engenheiro – Eu sou Engenheiro e mais nada! Trabalho numa Câmara Municipal, a minha categoria é Engenheiro Civil 1ªclasse (técnico superior). Se não sou Engenheiro, então sou o quê? Até com isto a OE quer acabar! Querem eles que só os seus Membros possam exercer na função pública!
    5- Nos outros países da Europa basta ter um curso para ter o título de Engenheiro, mesmo um bacharelato, não há esta questão do título (ver o site da FEANI). SÓ EM PORTUGAL É QUE A ORDEM RECLAMA PARA SI O DIREITO DE QUEM PAGAR QUOTAS SE PODER INTITULAR “ENGENHEIRO”.
    6- Esta polémica foi longe demais, e não vejo ninguém a defender os Engenheiros nem os outros licenciados (doutores de Economia, Gestão, Direito, Medicina, Línguas, etc – alguns nem ordem têm, e ainda bem para eles). Os “não licenciados” estão todos contentes com as piadinhas e com a sua própria ignorância – assim sentem-se superiores e começam a faltar ao respeito aos licenciados.

    CONCLUSÃO: Acho que a ordem deveria perder os direitos em reconhecer/acreditar cursos, fazer exames de admissão e atribuir títulos. Entretanto deveria preocupar-se mais em defender a classe quando ela é posta em causa, e em promover acções de formação obrigatórias para que os seus membros possam continuar a exercer, pois só assim se podem garantir profissionais de qualidade e actualizados.

  17. arnaldo Says:

    Depois de ler atentamente todos os comentários, não resiti em deixar aqui, também, a minha humilde opinião como profissional de engenharia civil à 20 anos.
    Sou levado a concordar com o colega Rui Silva, quando diz que o facto de se frequentar uma universidade creditada pela OE, não é garantia suficiente de que se seja um bom profissional. De igual modo, acredito que um profissional saído de uma universidade tenha maiores conhecimentos teóricos (ou deveria ter!) do que um profissional saido de um politécnico. Deixem-me dizer-vos, as diferenças entre estes dois profissionais poderá evidenciar-se quando invadem o “terreno” alheio. Isto é, quando o profissional do politécnico decide executar projectos de estruturas complexas – obras de arte, por exemplo – (embora não seja garantido que o profissional da universidade a dimensione correctamente, mas…) e quando o profissional da universidade decide aventurar-se em obra (direcção e coordenação).
    À semelhança do colega Rui, também me passaram pelas mãos, em obra, recém-licenciados da UC, que não sabiam destinguir uma brita de um tout-venant e que não reconheciam manta geotextil, manta drenante, etc. Não estou a dizer que qualquer outro o saberia, não! até porque bons e maus existem em todo o lado. O que gostaria de salientar é que, há profissionais que não podem revelar ignorâncias destas, principalmente os que se dizem melhores que qualquer outro, só porque se formaram numa universidade. Pior que isto, na minha opinião, é a postura dos profissionais no seu 1º emprego. É preciso recordar os profissionais que saem das universidades ou politécnicos que o 1º emprego não é o prolongamento da “escola”, a postura e a responsabilidade tem de ser outra, se quiserem vingar profissionalmente.
    Não vale a pena guerrearmos, esta vida é uma selva e nela sou sobrevive o mais capaz, seja de universidade ou não! E acreditem, quando se sai das “escolas” o mais importante está por aprender.
    Discordo e condeno que seja uma organização não estadual a avaliar a capacidade dos profissionais e, mais, a definir quem pode ou não exercer a profissão como engenheiro. Eu pessoalmente, não estou inscrito e, até ao momento, não tem sido factor impeditivo do exercicio da actividade de engenharia.
    Quanto ao processo de Bolonha, não tenho grande fé nele nem nos profissionais frutos dele. Creio que ninguém ainda tomou consciência da “alhada” em que se está a meter, mas só o futuro o dirá, se estou ou não certo!

  18. Jacinto Sepúlveda Says:

    Realmente concordo com bastantes coisas que o caro Arnaldo expôs. Acho que todos devemos compreender que tanto nas universidades acreditadas como nas não acreditadas há bons e maus futuros profissionais, a universidade onde estão não lhes garante o futuro no sector da actividade.

    Realmente quem sai de uma universidade não pode pensar “prontos, já tenho o curso, agora é só ganhar dinheiro”, é preciso desenvolver competências e entrar num mundo completamente novo que as universidades, sejam elas acreditadas ou não, não preparam os alunos para tal.

    Cumprimentos

  19. Nuno CONDE Says:

    Boas, no seguimento deste tema, hoje saíu no editorial do jornal Diário de Notícias a informação de que o governo fez uma directiva onde informa que todas as ordens vão ter que acreditar todos os cursos autorizados pelo governo sem qualquer excepção…
    Conclusão:
    1-Deixará de haver engenheiros de 1ª e de 2ª…
    2-O termo “engenheiro” passará desde logo a ser atríbuido oficialmente e socialmente…

    Cumprimentos

  20. Jacinto Sepúlveda Says:

    podem ver o que o Nuno conde disse neste link:

    https://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/26/ordens-profisssionais-vao-ser-obrigadas-a-reconhecer-cursos/

  21. Carlos Lopes Says:

    A minha questão é referente à noticia que é a seguinte : “Se as Ordens vão ser obrigadas a reconhecer os cursos” o que acontece aos alunos que já chumbaram “n” vezes no exame!???O que acontece aos milhares de licenciados que a respectiva Ordem lhe “corta as pernas” logo após sairem da Universidade??? Obrigado!

  22. Celestino Quaresma Says:

    Assunto: exames da admissão a Ordem do Engenheiros TODOS ANOS
    Da Lucros (só na especialidade de Civil)
    Valor aproximado a 16 mil contos = 419 candidatos * 190 euros = 79.610,00€
    Este ano é duplicar $$$ 🙂 com época especial

    Boas a todos!
    que gostaríamos de ouvir a vossa opinião, relativamente a injustiça que a Ordem dos Engenheiros prática em virtude de submeter um exame para a admissão dos seus futuros membros, cuja o curso não esteja acreditados por esta mesma instituição, mas embora esteja acreditado pelo Ministério de Educação.

    A Questão que faço é a seguinte?
    Não deverá esta seguir um exemplo de imparcialidade e de igualdade como a Ordem dos Advogados, em que todos os Licenciados têm que se submeter a um exame de admissão independente da escolha da Universidade ou Faculdade? (se os alunos oriundos dos curso acreditados são tão bons como dizem deviam submeter ao mesmo exame de igual modo)

    No entanto gostaria de salientar que:
    Eu sou cidadão de nacionalidade portuguesa, e penso que vivo num País democrático de igualdades com os mesmos direitos e deveres sociais! (segundo a nossa Constituição da Republica)
    Sendo assim estou sempre condicionado na escolha da Universidade ou Faculdade! Para ser Engenheiro!!??
    No entanto penso que a Ordem do Engenheiros deveria ser um bom exemplo destes mesmos deveres sociais perante a sociedade e não só encobrir uma classe elitista e discriminatória!

    Pois segundo me consta o (Ex-Bastonário) Engº. Francisco Maria Burguete de Sousa Soares, teve a sua formação académica num país estrangeiro.
    Da qual me leva a querer que mais uma vez acaba por descriminar os cidadãos oriundos do seu País.

    Outra questão?
    Tratando a Ordem dos Engenheiros é a associação pública representativa dos licenciados em Engenharia que exercem a profissão de engenheiro, tendo como atribuições contribuir para o progresso da engenharia, estimulando os esforços dos seus associados nos domínios científicos, profissional e social e no cumprimento das regras da ética profissional
    Porque não divulga publicamente os resultados dos exames!
    Para dar uma ideia como a Ordem procede; o exame de a admissão que normalmente é realizada em finais do mês de Fevereiro, e o seu resultado é em fins de Junho e início de Julho.
    Não sei o que chamar a isto, um bom exemplo de “Engenharia Humana” ou será isto novamente descriminação!?

    Há muito mais por compreender! Ou para dizer relativamente a O.E

    No final gostava de saber se o Engenheiro “Edgar Cardoso” o maior projectista de Pontes que Portugal já teve, até a data era membro da O.E

    Obrigado pela vossa atenção dispensada
    Queria aceitar os melhores Cumprimentos

    • Celestino Quaresma Says:

      Quem escreveu este mail em meu nome cometeu um crime.
      Usou o meu nome com opiniões que estou mto longe de subscrever. São estes os valores que este indivíduo usa? Que credibilidade tem um indivíduo destes?

      Saudações a quem me ler e tenha bom senso.
      Celestino Quaresma

      Presidente do CDRC de 2004 até 2010

    • Celestino Flórido Quaresma Says:

      O indivíduo que escreveu isto é um criminoso porque usou o meu nome para dizer coisas que eu repudio vivamente.

      Sou Celestino Flórido Quaresma, presidente do CDRC de Abril de 2004 até Abril de 2010.

      Que espécie de indivíduo é este que usa um nome que não é o seu?

      Saudações.

      Celestino Flórido Quaresma

  23. Jacinto Sepúlveda Says:

    Por muito que custe dizer, a verdade é que isto é um bom negócio para a ordem.

    Quanto ao exame para toda a gente eu já tinha aqui exposto um sistema parecido, o da avaliação dos engenheiros efectivos.

    o comentário do caro Celestino lança 2 ou 3 novos tópicos interessantes.

    cumprimentos

  24. victorfigueiredo Says:

    Caro eng.º Celestino Quaresma:

    É sempre uma honra vê-lo por aqui neste amável site de opiniões e de profícuos debates, tanto mais agora com o pertinente e erudito comentário que introduz à discussão, proveniente de quem merecidamente preside ao Conselho Directivo da Região Centro da Ordem dos Engenheiros.

    Enviam-se cordiais saudações,

    Victor Figueiredo.

    PS – já agora o que pensa do site? Mto obrigado.

  25. Célia Neto Says:

    Caro eng.º Celestino Quaresma:

    Gostaria, se possivel, que expressa-se a sua opiniao sobre o Tratado de Bolonha, e se partilha a mesma opiniao do eng.º Arnaldo, quando diz que “Creio que ninguém ainda tomou consciência da “alhada” em que se está a meter, mas só o futuro o dirá, se estou ou não certo!”. Realmente todos falamos do processo de Bolonha mas na verdade não sabemos em que medida isto é benéfico para nós.

    Cumprimentos

  26. Simão Duarte Says:

    Falando um bocado de cor, Bolonha não vai alterar nada pois a partir daqui, mais do que ser bacharel, licenciado ou mestre vai-se começar a perguntar se se tem 3, 5 ou 7 anos de estudos.

    Agora falando de experiência própria, e não querendo dizer que sou inteligente, eu finalizei os meus estudos de Eng. Civil no ISEP (curso não acreditado) acabando dois ramos da licenciatura com média de 14 e, indo logo directamente fazer o exame de admissão da ordem, fico com a impressão que o grau de dificuldade é uma brincadeira pegada (fui admitido sem necessidade de prova oral).
    Que ninguém se queixe daquilo, o exame é feito para deixar entrar quem percebe minimamente de engenharia (de teoria e um pouco de prática ganha a ver e discutir umas obritas).
    Dito isto e visto que estamos sempre a dizer mal dos Arquitectos, mais vale neste assunto copiá-los e passa toda a gente a fazer o exame de admissão.
    Como diz o caro arnaldo, não estou a dizer que o curso da FEUP (ou outros acreditados) seja mau mas afirmo que há estudantes que saem de lá que não mereciam entrar na Ordem. Isso é o normal e existe em todo o lado portanto, para se ser justo, não é acreditar todos os cursos mas sim avaliar todos os propostos novos membros.

    Cumprimentos a todos.

  27. Peter Says:

    Eu estou terminar o meu curso numa ESTG (eng. civil) e posso afirmar que é bem exigente e as disciplinas que tive são iguais às que são leccionadas no IST ou universidade NOVA. (a maior parte dos docentes que tive eram ex alunos do IST).
    Por isso não gosto de ler certos comentários à cerca da qualidade de ensino na faculdade A ou B. O método das forças, deslocamentos, elementos finitos etc… são leccionados da mesma forma por todo o pais. Tal como foi dito anteriormente, o mercado está “encarregue” de seleccionar os melhores, tornando desta forma os exames de acesso às diferentes ordens uma aberração e hipocrisia a 100%.
    Apenas uma opinião.

  28. K-man Says:

    Sinceramente, enquanto os lobbies das ordens profissionais não forem derrubados, Portugal irá continuar na cauda da Europa neste assunto. Eu concordo plenamente a realização de estágios para admissão às ordens orientados por patronos (que pertencem à ordem há muitos anos) e supostamente são BONS profissionais, são da ELITE. TRETAS!!!! Não é um exame que engloba 5 anos de matérias que distingue um bom engenheiro de um mau. E já agora se não existe qualidade nos curso não reconhecidos pela OE, porque é que o governo aprova e deixa esses cursos funcionarem. A nova lei das associações profissionais já anda aí, e já se começa a ver as Ordens a andar à nora pois em principio os exames de admissão são para acabar, e os lobbies começam a ver o dinheiro a reduzir, e começam a ver pessoas que para eles são “reles” a ficarem ao mesmo nível em questões profissionais. Meus amigos os recém-licenciados em engenharia ou direito seja o que for não querem o título profissional para andarem a mostrar que são bons nem que são da ordem e tal. Eles querem o tíltulo profissional para TRABALHAREM, coisa que muito de vós não sabe o que é na realidade. Eu ainda acho que no meio de tanto azar até tive sorte no facto da minha licenciatura ter sido bi-etápica e graças a Deus que a ANET não entra nessas tretas de exames de admissão. Tenham vergonha e deixem trabalhar quem quer e precisa.

  29. Paulo Jorge Says:

    Depois de ter lido com atenção os comentários escritos gostaria que me dessem uma “orientação” no que diz respeito ao meu futuro academico. Tenho 34 anos trabalho á 16 anos em electronica ( sei que o espaço é dirigido ao ramo da civil ) e tenciono estudar no ISEL . Contudo verifico que a ordem dos engenheiros não reconhece como engenheiro quem termine um curso pós Bolonha no grau de licenciado. Por isso pergunto:

    — Valerá a pena tirar uma licenciatura sem o reconhecimento da ordem ?
    — Até que ponto a ordem é determinante para a atribuição do grau de engenheiro ?
    — Ser engenheiro acreditado pela OE é um engenheiro reconhecido com mais “capacidades” que os não acreditados ou é um membro de uma elite inexistente ?

    Estas são as minhas duvidas, mas acredito que muitos outros cadidatos a futuros engenheiros comecem a se perguntar se vale a pena investir alguns anos de suas vidas em estudar para depois não serem reconhecidos,e assim ficarem com a impressão que tiraram um curso de fracas capacidades !
    Já tirei alguns cursos tecnologicos e acreditem que existem escolas com muito boas condições de formação e que podem vir a ser um excelente caminho para quem quer realmente aprender uma profissão. Mas acreditem, também, que mais de 90 % dos alunos estão nesses cursos porque a obtenção do diploma final é muito facilitado, e quem dirige assim interessa, pois podem exibir a quantidade de alunos com notas positivas no final do ano lectivo.
    Portanto tirem-me esta duvida, por favor, vale mesmo a pena estudar para um nivel dito superior, e até que ponto pertencer a uma elite pode ser determinante para entrar no mercado de trabalho.
    Obrigado pela atenção, é com agrado que vejo este espaço de opiniões.

  30. Bruno Gonçalves Says:

    Deixo um pensamento: ao comentar com um colega engenheiro civil licenciado no IST e inscrito na ordem hà 15 anos (que desconhecia a existência de um exame de admissão à OE), sobre o mesmo exame ele questionou-me da seguinte forma – “mas eles (OE) pensam que são alguma universidade para andarem a fazer exames”.
    A selecção é feita no mercado de trabalho e não num exame de 2 horas que pretende reflectir o conhecimento adquirido em 5 anos. Se pretendem continuar com a hipocrisia que ganhem coragem e façam exames a todos os licenciados não tenham medo dos resultados.

  31. Matagalos Says:

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Como é que a OE vai agora permitir e justificar a entrada de engenheiros com 3 anos de formação se até agora nunca permitiu a entrada dos engenheiros com 4 anos, ao longo das últimas 3 décadas formados nos Institutos Superiores de Engenharia?
    Recorde-se que de acordo com o Dec. Lei 830/74 os ISE´s eram escolas superiores de engenharia de nível universitário, tal como todas as outras universidades que neste país formavam engenheiros e com o mesmo, senão com maior nível.
    Os engenheiros técnicos nunca precisaram nem precisam da OE para nada, aliás sempre se impuseram no mercado pelo seu valor profissional e capacidade técnica.Mal estariam se disso dependessem!…
    Vá-se ao mercado, às empresas e verifique-se que as diferenças invocadas por aquele organismo, não contam minimamente entre engenheiros de 4 ou 5 anos de formação, os quais convivem e trabalham sem quaisquer tipo de pruridos ou falsas diferenças injustificadamente inventadas por aquele organismo.
    Finalmente a verdade e a justiça estão-se a impôr e Portugal a iniciar a entrada no séc. XXI. Longa vida ao Dec. Lei 369 de 5/11/2007.
    Matagalos

  32. João Henriques Says:

    Caros colegas (inscritos na Ordem), é de facto curioso lêr os comentários dos lcenciados em engenharia ds cursos não acreditados: a maior parte dos mesmos, com formação na minha área entrou no Politécnico com média inferior a 10!!!; pouco ou nada sabe de ciências básicas: fisica, quimica, biologia e especialmente matemática. Um recém bacharel do IPBeja perguntou-me se eu usava derivadas para alguma coisa na minha vida profissional!!! Eu penso que OE deve ser integradora de todos os licenciados em engenharia que demonstrem conhecimentos minimos dengenharia mas deve denunciar, junto das suas congéneres europeias, o escandaloso e mediocre ensino de alguns institutos que por aí proliferam. Só por piada: parece que Portugal tem excesso de engenheiros e uma crónica falta de médicos, sendo assim, eu proponho que algumas escolas superiores de enfermagem comecem, desde já, a formar Doutoures-técnicos, formação essa mais aligeirada (sem químca ou fisilogia ou anatomia), ou seja médicos “mais práticos”. Para rematar, como me ensinou um professor, membro especialista da OE, “estude bem matemática, física e química, pois todas as outras ciênciassão restrições destas”.

    Cumprimentos, João Henriques

  33. Sebastião Luz Says:

    Por acaso achei piada à sugestão do sr. João Henriques.
    “Doutores-técnicos”, aí está uma designação que assenta que nem uma luva a si e a todos os seus congéneres. Parabéns!
    Sebastião Luz

  34. João Says:

    Bom dia, sou licenciado em Eng.ª das Ciências Agrárias pela FCUP, mas o meu curso não está acreditado pela ordem dos engenheiros. A principal razão para este facto, é ser a ordem dos engenheiros a acreditar os cursos, o que no meu entender não tem lógica, isto porque quem vai analisar o processo são os responsáveis dos cursos de agronomia no ISA e na UTAD, claro que estes ,principalmente, a UTAD não quer mais cursos que confiram o grau de engenheiro na sua zona Geográfica. Utilizado mesmo como argumento para angariarem alunos o facto do curso de ENGª agrícola ser o único acreditado na região norte pela ordem dos engenheiros na região norte.

  35. Pedro Says:

    A Ordem dos Engenheiros é a ASSOCIAÇÃO PÚBLICA representativa dos licenciados em Engenharia que exercem a profissão de engenheiro e de regulação profissional dos engenheiros Portugueses.

    Uma das suas atribuições é a responsabilidade atribuição dos título profissional de “Engenheiro”, legalmente necessário para a actuação em determinadas áreas do âmbito da Engenharia.

    Podem ser membros da Ordem dos Engenheiros, os Licenciados em Cursos de Engenharia acreditados na Ordem os Engenheiros. Os licenciados em cursos não acreditados poderão ser admitidos, mediante a realização de um exame de acesso. Em todo o caso todos têm que prestar provas através de estágio formal ou curricular para se tornarem Membros Efectivos.

    São ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS profissionais as entidades públicas de estrutura associativa representativas de profissões que devam, cumulativamente, ser sujeitas ao controlo do respectivo acesso e exercício, à elaboração de normas técnicas e deontológicas específicas e a um regime disciplinar autónomo. A constituição de associações públicas profissionais é excepcional e visa a satisfação de necessidades específicas,podendo apenas ter lugar quando a regulação da profissão envolver um interesse público de especial relevo que o Estado não deva prosseguir por si próprio.

    O TÍTULO DE ENGENHEIRO É DADO PELA ORDEM. AS UNIVERSIDADES FORMAM LICENCIADOS EM ENGENHARIA.

    Isto é o que está na lei, meus senhores. Parece-me que há aqui muito desconhecimento da lei, bem como muita dor de cotovelo…
    Não se esqueçam que também existe a ANET – Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos… “CADA MACACO NO SEU GALHO!”

  36. Pedro Says:

    Obviamente que há diferenças na qualidade da formação. Começa pelos professores que lá estão… não me venham dizer que um bom professor prefere estar em Viana qd pode estar na FEUP… RELATIVAMENTE AO MERCADO DE TRABALHO, ISSO É OUTRA CONVERSA… HÁ PARA AÍ MUITOS “ENGENHEIROS” EM DETERMINADAS EMPRESAS QUE SÓ LÁ ESTÃO PQ TÊM UMA BOA CUNHA. OU não é assim? Mas alguém duvida que um empregador, se tiver de optar, com honestidade, por 1 de dois candidatos, além da experiência profissional, não vai olhar para a qualidade da instituição de ensino?

  37. Pedro Says:

    Quer dizer, a selecção só deve ser feita na candidatura. Depois, são todos iguais… que conversa…

  38. Pedro Says:

    Só para esclarecer aqueles que ainda não saibam: as matemáticas e as físicas dadas nas universidades servem também para desenvolver a capacidade de raciocínio. Assim, qto mais souberem, melhor. O que faz isto é continuarmos num país onde toda a gente, quando está numa paragem à espera do autocarro, critique outro alguém que passa, por exemplo, num Ferrari, e apressa-se logo a dizer: “este deve andar a roubar… sacana…” em vez de dizer: “um dia hei-de ter um carro daqueles.”

  39. Jorge Gomes Says:

    não vejo vantagem nenhuma em ter um ferrari……a não ser na nossa promoção e projecção!!!!!! custam tanto são incómodos gastam muito combustivel e no nosso pais não se pode andar a mais de 120km!!!!!……..
    tanto dinheiro esbanjado quando se poderia ter um carro funcional e eficiente……..quando andam ferraris na rua é sinal de dequilibrio social porque uns têm acesso a tanto dinheiro e outros não apenas isso…….com as regras que temos neste país um twingo faz um mesmo que um ferrari e é bastante mais barato……….dai de apenas existir ego e falta de raciocinio a quem o queira comprar a unica conclusão que se tira para não falar da fisica e matemática que não criou efeito nenhum nos seus neuronios…….
    Deve-se ir para a FEUP ou IST com intuito de se aprender para se aplicar posteriormente esses conhecimentos na sociedade e na vida prática com coerência e humildade e apenas como sua obrigação estando sempre disposto a melhorar os males que existem por ai no dominio da construção e não se sentirem diferentes só porque são bons……..se são bons então passem á acção e ajudem a mudar a atitude preconceituosa e de clivagem que existe neste pais é para isso que serve as universidades, tambem para mudar o nosso interior…. em vez de se promoverem e quererem tudo para si……….essas escolas têm os melhores professores sem dúvida mas lembrem-se que elas são do estado, ou seja um instrumento da nossa sociedade…….se as mesmas já são reconhecidas por serem efectivas e boas deixem agora as outras lutarem pelos seus direitos uma vez que se sentem injustiçadas……………e as universidades acreditadas que as ajudem tambem a melhorar isso sim….as médias não são tudo na vida……….para quê médias altas em que o unico objectivo é a sua projecção pessoal do estudante em prol do egoismo próprio……..apareceu muita gente boa neste planeta mas em prol da prosperidade global!!!!!!!!! temos que filtrar os bons……..bons no sentido filosófico e não só cientifico!!!!!!!!

  40. ANTÓNIO Says:

    LI COM ATENÇÃO TODOS OS COMENTÁRIOS E FICO PERPLEXO…, EM VEZ DE UNIÃO VEJO APENAS INVEJAS E INTRIGAS…
    EM VEZ DE TERMOS UMA REPRESENTAÇÃO DE CLASSE CONDIZENTE COM A GRANDEZA DA ENGENHARIA, TEMOS UMA CLASSE DIVIDIDA E EM GUERRAS INTERNAS PERMANENTES, QUE SÓ CAUSAM O DESCRÉDITO DA MESMA.
    OS COLEGAS AINDA NÃO SE APERCEBERAM QUE BASTA IR A BADAJOZ, LEVAR O CERTIFICADO DE HABILITAÇÕES, INSCREVER-SE NO COLÉGIO DE ENGENHARIA ESPANHOL E A SEGUIR PEDIR TRANSFERÊNCIA PARA A OMNIPOTENTE ORDEM DOS ENGENHEIROS PORTUGUESA?
    SE ALGUÉM DORMIR MELHOR POR SE ENCONTRAR INSCRITO NA OE, PODE USAR ESTE ESTRATAGEMA PERFEITAMENTE LEGAL, EU NÃO PRECISEI, POIS AINDA HOJE DURMO MUITO BEM, DE CONSCIÊNCIA TRANQUILA

  41. A Rodrigues Says:

    Caro Nelson Pinto
    Está a fazer alguma confusão entre qualificação e certificação. Como engenheiro tem todo o acesso à actividade. Detentor de uma licenciatura em engenharia ninguém o impede de exercer a profissão.
    A Ordem não avalia se está apto ou não a exercer a actividade. A Ordem avalia sim se tem a competência, e digo competência, não qualificações, para ser membro da ordem.
    Ninguém lhe tira o título de engenheiro, mas fazer parte de uma associação pelo simples facto de ser engenheiro não é um direito.
    Quanto ao facto de poder assinar, ou não, determinados projectos é um assunto de carácter legal. Mas mais uma vez, pelo simples facto de ter um diploma em engenharia não o habilita a ser competente em determinadas áreas, dai que faça sentido ter um filtro que defina quem pode ou não assinar certos projectos. Se o filtro que temos é o mais adequado é outra questão.
    Acho que o problema que se põe aqui é que os recém licenciados querem ter acesso imediato à Ordem sem terem primeiro adquirido experiência e competências. Há que dar tempo e ser paciente. Um bom profissional não se faz na Universidade. Um bom profissional cria-se gradualmente com experiência, com empenho, com trabalho, e não pelos livros.

  42. vagabundo Says:

    Sinceramente…
    vivemos num país de ladrões a ordem é mais uma organização a viver á custa de quem trabalha.
    daqui a um ano ao dois os preparadores de obra irão tambem entrar na ordem. ja podem assinar alvarás… falta pouco.
    em portugal é sempre a mesma estupidez,falamos falamos mas não se faz nada….
    em vez de andarem a perder o vosso tempo a descutir com filhinhos do papá que nunca tiveram que trabalhar de dia e estudar a noite.
    organizem-se e mandem a ordem abaixo de braga porque lá ja existe muitos engº com o curso igual ao do socrates…

  43. Luis Ferreira Says:

    Parece evidente por ser a atitude justa, que a ordem pode e deve ter uma palavra a dizer sobre os cursos creditados em cada univercidade e politecnico.Qualquer aluno que conclua um desses cursos tem de ser reconhecido pela ordem.

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