Plano de investimentos no sector da construção em 2008(?)

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auto-estrada.jpg Em todos nós, engenheiros civis, electrotécnicos, mecânicos, etc…, está no horizonte a possibilidade de trabalho no estrangeiro. Aliás, se não abríssemos portas a essa possibilidade estaríamos a limitar muito o leque de oportunidades de emprego na área da direcção de obra, designadamente. Com a crescente quebra no investimento público sentida nestes últimos anos, num sector que é responsável por 11% do emprego do país, restou como solução a muitas empresas e consequentemente a muitos colegas, rumarem na direcção de países como Polónia, Roménia, Espanha, Irlanda, Marrocos, Angola, entre outros. Posto isto, é com agrado que nos chega ao conhecimento que as empresas portuguesas de construção, cada vez mais, apresentam interessantes carteiras de empreitadas no estrangeiro, permitindo aos técnicos nacionais o contacto com novas e enriquecedoras experiências no estrangeiro, quer ao nível técnico, quer ao nível cultural. Vem ao caso, a Lena Construções que iniciou este mês a construção de auto-estrada que ligará Marrocos à fronteira argelina, no valor de 111 milhões de euros. O que significa a maior empreitada realizada no estrangeiro por qualquer grupo ou empresa portuguesa. Enquanto estas empresas dão o pulo lá para fora e realizam obras de crucial importância tanto para elas, como para o país que as adjudicou, continua a aguardar-se, cá no nosso rectângulo, a tão esperada inversão da situação ao nível do investimento. O governo tem vindo a anunciar a promessa do aumento desse investimento, e, ao que parece, vai ser prioridade para 2008, contrariando a curva descendente que desde o ano de 2000 se verifica, a qual impede que a dita alavanca representada pelo sector da construção, influencie decisivamente a actividade económica e o emprego. Sendo este último gerador de dramas sociais (entre outros), como aqueles que verificamos nos trabalhadores da construção que saem em debandada para Espanha durante a semana, e regressam sem demoras, no fim-de-semana, ao saudoso lar. Isto para não tocar na ferida das redes. A ver vamos.

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5 Respostas to “Plano de investimentos no sector da construção em 2008(?)”

  1. xm carreira Says:

    Para dizer a verdade, não tenho visto muitas empresas portuguesas de construção na Espanha. Talvez a Somague seja a excepção. O que é possível ver são muitos materiais made in Portugal: tijolos, azulejos, vigas de betão, etc… e muitas quadrilhas de operários.

    A maneira mais simples de um engenheiro português vir trabalhar para a Espanha é enviar o CV para uma empresa espanhola que esteja em Portugal. A homologação do grau em engenharía é recomendável. No consulting onde eu trabalho tenho vários colegas do Porto.

    Para quem quiser saber, o ordenado inicial para um engenheiro civil sem muita experiência num escritório na Espanha pode estar entre os 22.000 e os 28.000 euros brutos anuais, que eu acho que não é grande coisa. De facto, muitos jovens engenheiros espanhóis, como eu, gostariamos de ir algum dia para o Reino Unido, a Alemanha, a Suécia ou a Irlanda. Sonhar é grátis, não sim?

    • Ana Says:

      Trabalhar em espanha?!
      Qual será a possibilidade de uma empresa de serralharia civil, conseguir trabalhar para o mercado espanhol? Já trabalhamos para França, recebemos todos os desenhos, tiramos todas as dúvidas, temos um engº civil que estudou lá em França, e executamos a obra em oficina…No final enviamos para França em ferro bruto, todo o tratamento (lacagem) e instalação é por conta do cliente. Será que em Espanha a construção civil é certinha? ou seja as medidas são cumpridas com o máximo rigor, para que todos possam fazer a sua parte, sem ter que andar a compor aqui, e a compor ali…porque os desenhos são uma coisa e depois a prática é outra, como acontece aqui em Portugal!!!! Bem é horrivel…degraus mais altos do que os projectos e de quando se tiram medidas!!! pavimentos mais altos..enfim…e calendarização de tarefas em cada obra!!! Aqui é tudo ao molho e Fé em Deus…andamos a dormir o tempo todo, quando oSr. Presidente da Républica está para vir inaugurar as obras é que andam todos a correr uns por cima dos outros…Como é em Espanha?

  2. victorfigueiredo Says:

    O Grupo Martifer também penetrou no mercado espanhol, embora com obras que para esse mercado, não tenham grande expressão.

    É verdade, e não paga taxas…

  3. Jacinto Sepúlveda Says:

    Caro XM Carreira, se um engenheiro civil sem muita experiência ganha isso ai e você acha que é pouco deveria ver os valores que se pagam aqui nos dias de hoje. obviamente que o custo de vida também é diferente (bem pelo menos a gasolina em Espanha é mais barata).

  4. xm carreiro Says:

    Sim, mas ultimamente os preços do aluguer e dos apartamentos por cá são de nível “europeu”.

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