Túnel do Rossio reabre em 2008 com derrapagem orçamental

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As obras do túnel ferroviário do Rossio, que abre a 16 de Fevereiro, sofreram uma derrapagem de 7,7 milhões de euros, valor que será cobrado à Teixeira Duarte, revelou o ministro das Obras Públicas, noticia a Lusa.

«No final, a valores actuais, a obra acabou por custar 39 milhões de euros. A Refer tem todo o direito de ser ressarcida deste acréscimo de custos, que resultou do não cumprimento do contrato com o primeiro empreiteiro [Teixeira Duarte]», disse o ministro Mário Lino, acrescentando que os «mecanismos legais» para reaver tal montante «já estão em marcha».

O governante falava no final de uma visita que efectuou às obras do Túnel do Rossio, acompanhado pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e pelo presidente da Refer, Luís Pardal.

Durante a visita, de cerca de uma hora, Mário Lino, equipado com colete, capacete e galochas, foi ouvindo as explicações técnicas do coordenador-geral da obra, José Carlos Clemente, da Refer, que disse que depois desta obra o túnel pode funcionar «mais 100 anos».

Fechado desde 2004

O Túnel do Rossio foi encerrado pela Refer em Outubro de 2004 e as obras de recuperação sofreram vários atrasos, prejudicando os cerca de 200 mil passageiros diários da linha de Sintra.

Depois de percorrer cerca de metade do túnel a pé, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações lembrou a complexidade da obra e garantiu que o Túnel do Rossio abrirá «com todas as condições de segurança».

«Esta é uma obra muito complexa. Estamos a falar de um túnel já com muitos anos. Foi pior do que fazer um novo», afirmou.

O ministro lembrou ainda a fase mais polémica da obra, designadamente a rescisão do contrato com a Teixeira Duarte, em Outubro de 2006.

«Em Julho de 2006 a Teixeira Duarte considerou impossível cumprir os prazos e pediu um adiamento de cerca de cinco anos. Ainda apresentou uma nova proposta, mas envolvia uma grande alteração no processo construtivo», recordou o governante.

«Na nova proposta o túnel seria feito a céu aberto, escavando a partir da Calçada da Glória, o que colocava questões de segurança e implicava custos muito elevados», acrescentou.

Obra em «prazo recorde»

«O ministro considerou ainda que a obra foi feita «num prazo recorde» dada a complexidade da intervenção.

 

«Conto estar aqui daqui a quatro meses, no dia 16 de Fevereiro, a inaugurar o túnel e a estação», afirmou.

 

A secretária de Estado dos Transportes, por seu lado, lembrou que os «testes e ensaios» no Túnel do Rossio arrancam em Janeiro e que a abertura à circulação implicará uma reformulação dos horários e da oferta de comboios na Linha de Sintra.

 

«A CP vai coordenar os horários da Linha de Sintra para melhor adaptar a oferta», afirmou Ana Paula Vitorino.

 

Quando questionado sobre se a saída de emergência de 26 metros de altura aberta a meio do túnel podia ser utilizada por deficientes, o presidente da Refer, Luís Pardal, depois de inicialmente admitir a falta de opções, acabou por afirmar: «Só há uma solução. Se não há rampas nem há elevador, o problema terá de ser solucionado com o recurso a viaturas com possibilidade de circular dentro do túnel».

Quanto às compensações financeiras a pagar à CP, o presidente da Refer disse não estarem ainda quantificados os valores.

Fonte: Portugal Diário

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