Construção: Último lanço da CRIL

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Último lanço da CRIL vai ser “a estrada mais cara de sempre”

No final de 2009 já será possível percorrer toda a Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL-IC17) e retirar 27% do tráfego da Segunda Circular (em Lisboa). Hoje o Governo adjudica a construção do último lanço de 4,4 quilómetros por 111,6 milhões de euros, tornando-se esta na “estrada mais cara de sempre, custando 25,3 milhões de euros por quilómetro”, garantiram ao DN fontes do sector.

Comparando preços, adiantam que “tanto o Eixo Norte-Sul como a Ponte da Lezíria – entre o Carregado e Benavente – tiveram custos de 17,2 milhões de euros por quilómetro, esta última já incluindo as expropriações. E os 111,6 milhões para a CRIL não incluem expropriações”.

Segundo referem, “concorreram nove consórcios com 15 empresas e foi escolhida a Bento Pedroso Construções, S.A. – faz parte da Concessionária da Grande Lisboa -, que não apresentou a proposta mais barata”.

Um documento do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) revela que, desde 1996, quando foi construído o primeiro lanço da CRIL entre o Alto do Duque e o nó da Buraca, “este Governo conseguiu obter uma solução que reúne a concordância das autarquias de Lisboa, Amadora e Odivelas”. Mas os moradores das zonas atravessadas pelo futuro lanço continuam a protestar.

Na sua informação, o ministério considera que, “em comparação com versões anteriores, o Governo conseguiu minimizar os impactos sociais, acústicos, visuais, paisagísticos e patrimoniais, recorrendo a soluções em túnel, e o traçado salvaguarda o Aqueduto das Águas Livres”. Especifica que “foi suprimido o viaduto para as portas de Benfica, prolongando-se o túnel junto ao Bairro de Santa Cruz, o traçado em Alfornelos foi afastado dos edifícios e insere-se parcialmente em túnel aberto”.

A obra hoje adjudicada inclui a construção do lanço de 3,65 quilómetros do IC17 entre os nós da Buraca e da Pontinha e o lanço de 770 metros do IC16 entre o nó da Pontinha e a rotunda de Benfica. Também integra a reformulação do nó da Buraca, a conclusão do nó da Pontinha e ligações aos nós da Damaia e Portas de Benfica, Alfornelos, Pedralvas e Benfica.

De acordo com dados fornecidos pelo ministério, esta obra, articulada com a conclusão do IC16, do IC30, do Eixo Norte-Sul e com o alargamento do IC19, “permitirá desatar o autêntico ‘nó górdio’ em que se havia transformado a rede de acessibilidades na região da Grande Lisboa”.

“Criando um instrumento de distribuição de tráfego, esta obra permitirá uma redução de cerca de 27% do tráfego na Segunda Circular, correspondente a 43 mil veículos por dia, e de 33% na CREL (menos 15 mil viaturas por dia)”, refere o MOPTC.

O ministério de Mário Lino sublinha que, com a conclusão da CRIL, “os congestionamentos de tráfego e o elevado número de acidentes em muitas vias da cidade, com especial enfoque na Segunda Circular, vão diminuir. E será possível um volume de tráfego superior a cem mil veículos/dia circular nesta região sem ter de entrar nas zonas residenciais. Como consequência, reduzem-se os níveis de ruído e de poluição”

Fonte: Diário de Noticias

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