Negociações para consórcio nacional na corrida ao novo aeroporto de Lisboa

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A Edifer está em negociações com a Teixeira Duarte, Bento Pedroso e Soares da Costa para formar um consórcio “nacional” para concorrer à construção e exploração do novo aeroporto internacional de Lisboa e privatização da ANA.

“Há um conjunto de empresas portuguesas que ainda não se associaram ao consórcio já constituído. Há a possibilidade de formar um consórcio. Existem conversações entre estas construtoras, mas ainda não há nada concreto. Sempre demonstrámos interesse em participar no negócio e na privatização da ANA. Queremos estar no negócio e vamos ver como evolui”, diz Vera Pires Coelho, presidente do grupo Edifer, em entrevista ao Diário Económico.

Recorde-se que já foi anunciado um mega-consórcio para concorrer ao aeroporto, constituído pela Brisa, Mota-Engil e Somague.

Vera Pires Coelho está claramente apostada numa estratégia de crescimento da construtora e das outras participadas, seja no mercado doméstico, seja na vertente internacional, seja por via aquisitiva, seja através da entrada em novos negócios.

“No que respeita ao negócio da TGV, a Edifer tem duas vias, ou uma parceria internacional, ou uma nacional. Agora, é certo que a Edifer vai participar no negócio. Estamos a avaliar qual será o nível de exposição e termos de investimento. Gostaríamos de não participar meramente como construtoras. É uma decisão que vai ser tomada nos próximos 15 dias”, adianta Vera Pires Coelho.

As concessões rodoviárias vão ser outra das grandes apostas. As sete novas concessões anunciadas recentemente pelo Governo português terão a participação da Edifer, que para tal já estabeleceu uma parceria com o grupo francês da EGIS. “A posição da Edifer vai ser relevante na parte dedicada à construção e menos relevante na área da concessão propriamente dita”, explica Vera Pires Coelho. No sector rodoviário, a Edifer tem também interesse em participar na privatização da Estradas de Portugal.

A Edifer continua a apostar nos hospitais, integrando o consórcio liderado pelo grupo José de Mello e vai diversificar para o sector das barragens e das águas, onde já teve presença há uns anos, com a participada Luságua.

No primeiro caso, ainda não há consórcio formado. No segundo, a Edifer já manifestou interesse em participar no processo de privatização junto da administração da Águas de Portugal. “Vamos concorrer à privatização da Aquapor. Vamos com a Cofihold, de Paulo Fernandes. É um negócio muito interessante numa óptica de diversificação a médio e longo prazos, que gera ‘cash-flows’ permanentes ao longo dos anos e que está ligada a um bem precioso, a água. Temos oportunidade de introduzirmos eficiência muito grande no processo, desde logo na redução de perdas”, revela Vera Pires Coelho.

Mas estes não são os únicos objectivos de crescimento da Edifer a médio prazo. Segundo o plano estratégico da construtora para os próximos anos, as prioridades de actuação são nos sectores da saúde; ferrovia e metros ligeiros; aeroportos; ensino; concessões rodoviárias; estabelecimentos prisionais; residências; plataformas logísticas e parques empresariais; infra-estruturas desportivas, comerciais e culturais; infra-estruturas portuárias e empreendimentos turísticos.

“A Edifer quer ganhar massa crítica, não só no mercado interno, mas também em termos internacionais, aproveitando oportunidades de negócio que venham a reforçar a nossa estratégia”, defende Vera Pires Coelho.

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