Tornados e tempestades fazem pelo menos 55 mortos nos EUA

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Lamenta-se sempre a perda de uma vida humana, tanto mais em condições que, numa primeira análise, podiam ser em boa parte evitadas de igual forma quando ocorre um sismo no nosso país, devido às construções possuírem estruturas (quando os regulamentos são bem aplicados) capazes de absorver os esforços decorrentes das acções geradas por estes fenómenos naturais.

Todos nós conhecemos bem o já antigo e consagrado R.S.A. que classifica as acções e dá uma preciosa ajuda na sua quantificação, sejam elas permanentes, variáveis ou acidentais. Por exemplo, o maior vendaval que ocorreu nos últimos 50 anos insere-se na classe das acções variáveis. De aplicação obrigatória em qualquer exercício de cálculo estrutural em engenharia civil, com base num tratamento estatístico, e de acordo com a zona onde se insere, a estrutura a dimensionar leva em linha de conta a possibilidade de ocorrerem estes fenómenos, diminuindo os riscos na sua utilização e prevenindo acontecimentos trágicos como os que periodicamente sucedem nos EUA, no caso, os tornados.

Não conheço a realidade normativa norte-americana, contudo custa-me a crer que não exista um regulamento que defina orientações para as soluções estruturais a adoptar nas áreas que todos os anos são afectadas por fenómenos como os tornados e outras tempestades. Estou certo de que tais normas, ao existirem, conduzem pelo menos, a especificações de projecto que visem a aplicação de materiais diferentes dos que habitualmente se vêm nos destroços, como é o caso da madeira e derivados. Veja-se, por exemplo, a imagem ao alto. A ideia que fica, é a de ter sido executada uma moradia com estrutura de capacidade insuficiente à necessária para fazer face às solicitações. Ou dito de outra forma: a estrutura desapareceu. É notório, numa primeira observação, que o que sobrou foi o ensoleiramento geral feito em betão. Todos os destroços em torno deste, pelo quantidade e pela forma, reforçam a convicção de terem sido utilizados elementos de madeira e derivados na estrutura que foi elevada acima do ensoleiramento. Fica a questão: não garantia o betão armado (reinforced concrete), melhor resposta às ditas solicitações?

4 Respostas to “Tornados e tempestades fazem pelo menos 55 mortos nos EUA”

  1. rui Says:

    É irónico os Estados Unidos após serem sucessivamente colhidos por desastres naturais com origem nas alterações climáticas se recusem a reduzir as suas emissões poluentes.
    É bom frisar que os Estados unidos são o maior poluidor do mundo que em conjunto com a Austrália representam mais de metade da poluição mundiais (emissões de CO2)

  2. João Pedro Says:

    Sempre fiquei com a ideia, que as casas eram feitas de materiais baratos.
    Devido ao facto de ser economicamente inviável ou mesmo impossivel construir habitações capazes de resistir a ventos na ordem dos 200-400 km/h ou mais..

    Normalmente, costumam ter uma cave, como meio de protecção, não é?

    Não acho sensato comparar as acções de um tornado com as de um sismo.. de tal forma que o RSA faz a separação da quantificação dessas duas acções na estrutura, nomeadamente do vento (em menor escala) e dos sismos.

    De igual forma, na Grécia, um país da União Europeia, tem o problema de sismos frequentes com magnitudes elevadas na escala de Ritcher.. que levam a destruição total de edifícios. É demasiado caro e inviável construir qualquer infraestrutura para assegurar a protecção a estas acções.. principalmente habitações unifamiliares como o caso da figura.

  3. Victor Figueiredo Says:

    Caro colega.
    Talvez o termo infra-estrutura não seja o mais bem empregue para designar o que pretende. Penso que o termo super-estrutura é mais adequado. Atenção aos termos! É pena que o dicionário daqui do blogue não tenha tal termo, tão importante que é.

    Todavia, o que está em discussão é a questão: vale a pena dimensionar estruturas para resistirem a estas acções ou não? A minha convicção é afirmativa quando há vidas humanas em jogo. E nesse aspecto o RSA no seu prólogo o justifica, referindo o progresso verificado nos últimos anos na engenharia sísmica, e estavam este senhores em 1983 quando se publicou o D.L.235/83 com estas preocupações.

    Repare, eu não estou a tentar comparar as acções de um tornado às de um sismo, apenas estou a colocar os 2 fenómenos em paralelo e questionar porque é que nos EUA não se verifica a segurança das estruturas em relação aos seus estados limites últimos para os tornados, de igual forma à verificação que o RSA faz para os sismos que produzem efeitos devastadores tão bem conhecidos desde 1755 até às últimas décadas nos Açores.
    O colega diz-me que é caro. Muito bem. Então, eu digo que não se pretende que os edifícios não sofram danos menores, mas sim que os elementos estruturais não entrem em colapso para que, sobretudo, se salvem vidas humanas e alguns bens essenciais do seu interior.

    Como conclusão, e tendo em conta os acabamentos e equipamentos que hoje em dia as habitações dispõem, uma estrutura mais cara assume pouca importância para a garantia de segurança, independentemente de ser unifamiliar ou multifamiliar.

  4. willian cardoso Says:

    como isso podeacontecer em nosso mundo e muito feio cara e orivel

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