Atelier de Arquitectura Português constrói casa no deserto da China

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No deserto de Ordos, na Mongólia, China, vai nascer uma cidade para 200 000 habitantes numa área de 197 hectares. O plano da cidade que se prevê estar concluída em 2020, é da autoria do atelier chinês FAKE Design e prevê 100 parcelas destinadas a habitação unifamiliar de luxo, cujo público alvo são famílias amantes das artes, refere a organização. Para esta iniciativa única no mundo, o promotor, também chinês, solicitou aos arquitectos Herzog and de Meuron, galardoados com o Pritzker e dos nomes maiores da arquitectura mundial, para seleccionar 100 dos mais emergentes jovens arquitectos do mundo para fazerem um projecto de uma casa.

De entre 29 países dos quatro continentes, a dupla suíça de arquitectos escolheu apenas um atelier português: SAMI. Sediados em Setúbal, o colectivo que engloba Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira, teve como condicionantes do promotor pequenas definições: a casa deveria ter uma piscina interior, zona de empregados, um número específico de quartos e cozinha ao estilo “ocidental” e não oriental. E, à semelhança de todas as equipas seleccionadas, total liberdade para conceber uma habitação unifamiliar com 1000 metros quadrados, que se pretende inovadora formal e conceptualmente.

Os arquitectos do atelier SAMI explicaram que a quase total liberdade dada pelo cliente e o sítio sem referencias e em constante progresso afiguraram-se como uma ” perspectiva assustadora”. Mas resolveram o desafio proposto recorrendo a um conceito forte: uma linha imaginária, elemento de composição que atravessa toda a casa, e define os compartimentos, separando o interior do exterior. “Infinita e inquebrável, a linha dá força, coesão e dinamismo ao edifício”, referem os arquitectos, que acrescentam: “embora a função da linha à medida que vai do exterior para o interior possa mudar, a sua integridade mantém- -se, dando a cada compartimento um valor igual.”

A presença da linha como elemento de concepção começa a evidenciar-se no piso térreo, através da piscina, que tem uma forma extremamente fluído e orgânica , encontra-se semi aberta e semi encerrada e comunica visualmente com as salas. A piscina também foi entendida como elemento de mediação entre o interior e o exterior, e cuja presença da água é geradora de luminosidade e fertilidade para todo o edifício.

Todos os compartimentos da casa são fluidos e dinâmicos na sua utilização e estas características encontram-se enfatizadas nas áreas sociais da casa, cujos espaços estão interligados física e visualmente. Este dinamismo é estendido às alturas dos compartimentos, extremamente variadas de forma a potenciar diferentes intensidades luminosas. Foi dado especial destaque à principal sala de refeições, o espaço mais iluminado da casa, que comunica com um pátio, também ele uma zona de refeições exterior, e onde irá ser plantada uma árvore, alusão ao espaço natural que irá existir na envolvente.

Quanto às propostas habitacionais dos 99 arquitectos remanescentes, foram apresentadas soluções tão variadas como uma casa com 100 quartos, outra para um narcisista, uma casa-monolito, uma casa-montanha ou uma casa-duna.

Uma resposta to “Atelier de Arquitectura Português constrói casa no deserto da China”

  1. ANTONIO SILVA Says:

    Assisti na Exponor de Leça à V/ palestra sobre este projecto, e alem de o achar fantástico também me regozijo pelo facto de vocês (que no fundo somos nós) estejam a representar este pequeno Burgo e que representação, os meus parabéns, e continuem a mostrar a nossa raça.
    Obrigado

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