Duas empresas de Braga na corrida pelo mercado do Bom Sucesso, no Porto

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Há duas empresas interessadas em tomar conta do mercado do Bom Sucesso (Porto). A Eusébios quer fazer uma galeria comercial, construindo, ainda, um hotel e escritórios. A FDO projectou um “centro comercial requintado”.

As duas construtoras, com sede em Braga, apresentaram projectos no âmbito do concurso lançado pela Câmara do Porto, em Março passado, para a concessão do mercado por um prazo de 50 anos (com hipótese de renovação por mais 20). O acto de abertura das propostas decorreu ontem de manhã. Ambas as candidaturas foram aceites. O júri, presidido pelo vereador das Actividades Económicas, Sampaio Pimentel, ficou a conhecer o que propõe cada uma das empresas para o futuro do Bom Sucesso.

“A ideia é manter tudo o que existe em termos de arquitectura”, sublinharam Cristina Lopes, Carla Abreu e Duarte Nuno Rodrigues, da Eusébios. As novidades estão guardadas para o interior, com a construção de dois edifícios modulares, destinados a um hotel e a escritórios. “São módulos que se adaptam às características do imóvel”, explicaram os representantes da Eusébios. “Quase como se fossem lego”, pormenorizaram, acrescentando que o hotel terá quatro andares e o edifício de escritórios terá três. A unidade hoteleira, de baixo custo, já tem um investidor interessado, asseguraram.

Para o piso de entrada do mercado, a Eusébios propõe uma galeria “diferente do habitual”, com uma “oferta mais distinta” e “produtos gourmet e biológicos”. Há espaço, ainda, para restauração e cafés, com área para concertos. O investimento previsto rondará os oito milhões de euros (o hotel será suportado pelo promotor já interessado). Ao JN, os representantes da Eusébios explicaram que os actuais comerciantes terão de se adaptar à nova realidade.

O projecto da FDO Construções e FDO Imobiliária prevê a manutenção de “grande parte” do mercado tradicional, garantindo melhores condições para comerciantes e produtos. O grupo, que desenvolve os centros comerciais Vivaci, pretende potenciar o Bom Sucesso como mais um factor de atracção na Boavista, “cada vez mais um pólo de cultura e lazer”.

“A ideia passa por um centro comercial mais requintado”, observaram Bruno Serrão e Paula Soares, dois dos representantes da FDO na abertura de propostas. A empresa prevê um investimento na ordem dos 24 milhões de euros, para executar em 22 meses.

O centro comercial proposto pela FDO terá 10500 metros quadrados de área bruta locável, centrando-se a aposta em lojas de qualidade superior, incluindo um supermercado gourmet.

Com três pisos comerciais, o último ficará destinado à restauração, havendo espaço para concertos e projecção de filmes.

Com as duas propostas apresentadas aceites, o júri procederá agora à análise dos projectos e à respectiva classificação. Serão levados em conta quatro critérios fundamentais: qualidade técnica da proposta de exploração comercial (35%), projecto de intervenção no edifício (30%), solução para os actuais 160 comerciantes (20%), solução jurídico-financeira (15%). Após o escalonamento das propostas, existirá uma fase de negociação entre a Câmara do Porto e as empresas concorrentes.

Fonte: Jornal de Noticias

2 Respostas to “Duas empresas de Braga na corrida pelo mercado do Bom Sucesso, no Porto”

  1. pelas alminhas Says:

    mais um centro comercial, nessa zona¿?¿?

  2. Pedro Says:

    Sabem qual os gabinetes de projectos associados à proposta da FDO e Eusébios?

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