Construtoras Portuguesas crescem acima da média europeia

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As construtoras portuguesas apresentam um crescimento do volume de negócios muito superior à média europeia. Por cá, as empresas do sector crescem acima dos 40%, mas no restante continente europeu a média global aponta para 2% ano.

Há 10 anos que o sector da construção em Portugal está em contracção, mas mesmo assim o desempenho das empresas nacionais destaca-se das pares europeias. “A dinâmica das empresas portuguesas de construção é assinalável, quando comparada com as 100 maiores empresas do sector na Europa, com taxas de crescimento do volume de negócios muito superiores à média global”, afirmou ontem Manuel Agria, vice-presidente da ANEOP, durante a apresentação de um estudo da Deloitte sobre o sector da construção.

A média europeia aponta para crescimentos de 2% ano, enquanto que a Soares da Costa registou um crescimento do volume de negócios de 51% de 2007 para 2008, a Teixeira Duarte cresceu 41% e a Mota Engil subiu 40%, avançou o mesmo responsável. Aliás, apesar de as construtoras portuguesas terem uma dimensão inferior, apenas uma empresa europeia conseguiu superar o crescimento das portuguesas.

Ainda as receitas das cinco maiores construtoras portuguesas – Mota-Engil, Teixeira Duarte, Soares da Costa, Somague e Opway – aumentaram 37% para 4,30 mil milhões de euros durante o ano passado. Apesar de ter sido um dos sectores mais afectados pela crise, este “crescimento é substancialmente superior à média europeia”, sublinhou Miguel Eiras Antunes, da Deloitte.

A impulsionar o crescimento das empresas portuguesas esteve a aposta crescente na internacionalização e a na diversificação. O volume de negócios internacional já representa mais de 30% do total das 50 maiores empresas e a maioria destas desenvolve negócios fora do sector da construção, nomeadamente em concessões, imobiliários, indústria, ambiente, turismo energia.

Em posição de destaque surge então a Mota Engil, a Teixeira Duarte e Soares da Costa, que integram agora o ranking das 100 maiores empresas europeias. A empresa francesa Vinci continua a liderar o pelotão do top 100 das maiores empresas europeias de construção, com receitas de construção de cerca de 30 mil milhões de euros (comparado com 26 mil milhões de euros em 2007), no ano fiscal de 2008. A França domina o top 10, com três empresas, seguida pela Alemanha, com duas.

A nível doméstico, 2008 foi um ano de contracção no segmento residencial, com ligeiro crescimento nas obras públicas. O crescimento do sector foi nulo, com um volume de construção na ordem dos 20 mil milhões de euros, o que representa 5,6% do Produto Interno Bruto do país. O segmento residencial, que representa 39% do sector, caiu 9% e estima-se que venha a contrair 3 a 5% em 2009. Já o segmento das obras públicas cresceu 2,1% e a tendência é para continuar. Entre 6 a 8% é o crescimento esperado.

Para este ano, as construtoras não esperam por uma recuperação do sector, mas antevêem que o que irá dinamizar a construção em Portugal será o avanço dos investimentos público, que poderão criar 140 mil novos postos de trabalho.

Fonte/Autora: Jornal de Noticias por Catarina Craveiro

Uma resposta to “Construtoras Portuguesas crescem acima da média europeia”

  1. Carla Alves Says:

    Cresçem acima de média, mas depois não acompanham a subida dos outros, ficando cada vez mais para trás.

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