Archive for the ‘Vias de Comunicação’ Category

Estradas portuguesas – Limites abaixo do que deviam

Janeiro 20, 2010

Investigadora defende que metade das estradas portuguesas têm limites abaixo do que deviam

Mais de metade das estradas portuguesas têm limites de velocidade abaixo do aconselhável, levando ao descrédito das regras e à transgressão, disse uma investigadora da Universidade de Coimbra que está a estudar os limites adequados a cada troço.”Mais de metade dos troços rodoviários em Portugal estão com limites de velocidade abaixo do que deviam. É muito recorrente o limite de 50 Km/hora em zonas onde não há casas nem outros conflitos laterais”, disse hoje à Lusa Ana Bastos, com base em conclusões preliminares de vários estudos que a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) tem desenvolvido.

A especialista em transportes e segurança rodoviárias, docente na FCTUC, frisou que a desadequação do limite de velocidade às características da estrada “viola as naturais expectativas do condutor, que acaba por transgredir” e tem como efeito “o descrédito total” das regras de trânsito. (more…)

Consórcio Tave Tejo, liderado pela espanhola FCC, apresenta o valor mais baixo para segundo troço do TGV

Setembro 1, 2009

tgvOs três consórcios com propostas para construção do troço Lisboa/Poceirão da rede de Alta Velocidade apresentaram projectos com custos de construção entre 1,87 mil milhões de euros, do consórcio liderado pela FCC, e os 2,31 mil milhões de euros, do consórcio co-liderado pela Brisa e pela Soares da Costa.

O consórcio Tave Tejo, dos espanhóis da Fomento Construcciones e Contratas (FCC) apresentou a proposta mais barata, com um custo total, a preços de Janeiro, de 1,87 mil milhões de euros e custo anual de manutenção, incluindo grandes obras, de 10.738.827 euros.

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Corredores BUS em ambiente urbano

Setembro 13, 2008

Quem não deparou já, ao circular nas nossas cidades, em faixas com a indicação “BUS”? Como o proprio nome indica, tratam-se de faixas exclusivas para transportes colectivos. Mas quais as vantagens deste corredor? Quais as desvantagens? Que impactos provoca na circulação urbana?

Neste sentido, apresentamos neste post um artigo sobre um caso de estudo designado de “AVALIAÇÃO DOS IMPACTES OPERACIONAIS DECORRENTES DA INTRODUÇÃO DE CORREDORES BUS EM AMBIENTE URBANO”. Neste trabalho é apresentada uma metodologia geral baseada na utilização de modelos de tráfego comerciais para quantificação de varáveis operacionais relativas a cenários “antes” e “depois”. Os procedimentos foram posteriormente testados tendo como base a modelação de um esquema rodoviário que inclui a introdução de um corredor “bus” na Rua da Constituição na cidade do Porto.

Para ler o artigo completo clique no link seguinte: Artigo corredores BUS

Agradecimentos: João Neves

Brisa investe 203 milhões nas auto-estradas em 2008

Janeiro 2, 2008

Os principais investimentos programados pela Brisa para 2008, no sector das auto-estradas, totalizam os 203 milhões de euros.

Segundo o comunicado da empresa, enviado na passada segunda-feira, este valor vai ser distribuído por alargamentos e grandes reparações nas vias concessionadas à empresa. Detalhadamente, à concessão principal serão destinados 130 milhões, à Auto-estradas do Atlântico 17 milhões, à Brisal 50 milhões e, finalmente, ao Douro Litoral serão destinados 6 milhões de euros.

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Viaduto de Millau:A Ponte mais alta do Mundo

Dezembro 1, 2007

Pontiaguda, fina e elegante, a ponte, que pesa 290.000 toneladas apoiadas sobre sete gigantescos pilares, foi concebida principalmente para resistir aos ventos. Seus construtores garantem que pode agüentar ventos de até 250 km por hora.

No total, 3.000 pessoas trabalharam no projeto, que custou pouco menos de 400 milhões de euros. Erguida em tempo recorde de três anos, esta obra foi idealizada em 1987 e a primeira pedra foi colocada em dezembro de 2001.

DESCRIÇÃO

O viaduto Millau é formado por oito trechos construídos em aço, suportados por cabos estaiados escorados em sete pilares de concreto (betão) armado. A pista pesa 36.000 toneladas, e tem 2460m, com 32 m de largura por 4,2m de altura. Forma a maior pista suportada por cabos do mundo. Os seis vãos centrais medem 342 m cada e os outros dois, nas pontas, 204m cada. A pista de rolagem tem uma declividade de 3% do sul para o norte, com curvas suaves de 20 km de raio, o que dá aos motoristas excelente visibilidade. Comporta duas faixas de tráfego de cada lado.

Os pilares medem de 77 até 246 m, com a seção variando de um diâmetro de 24,5 m na base até 11m no alto. Cada um pesa 2230 toneladas. Os pilares foram construídos primeiro, juntamente com pilares adicionais e temporários em aço, então as rampas deslizaram por eles a uma velocidade de 600mm a cada quatro horas, pela força de macacos hidráulicos guiados por GPS.

O viaduto tem aproximadamente o dobro da altura do viaduto Europabrücke, na Áustria, o mais alto até então. O viaduto Millau é o mais alto viaduto para veículos do mundo. Sua pista, 270 m acima do Rio Tarn, é um pouco mais alta que a ponte New River Gorge, na Virgínia Ocidental, USA, com 267 m sobre o Rio New. A Ponte Royal Gorge, no Colorado, tem uma plataforma com 321 m sobre o Rio Arkansas, mas é só para pedestres.

  •  Dados e informações:

 Data da construção: abriu em Janeiro de 2005
Altura: 343 metros
Largura: 2.460 metros
Número de trabalhadores: 500
Tempo de construção: 3 anos
Material de construção: cimento armado e aço
Número de pilares: 7
Volume de cimento usado: 85,000 metros cúbicos
Espessura da pista : 4.20 metros
Largura da pista: 32.05 metros
Peso da estrutura metálica: 36.000 toneladas:
Pilar mais baixo: 77 metros:
Pilar mais alto: 240 metros:

Construção: Último lanço da CRIL

Novembro 19, 2007

Último lanço da CRIL vai ser “a estrada mais cara de sempre”

No final de 2009 já será possível percorrer toda a Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL-IC17) e retirar 27% do tráfego da Segunda Circular (em Lisboa). Hoje o Governo adjudica a construção do último lanço de 4,4 quilómetros por 111,6 milhões de euros, tornando-se esta na “estrada mais cara de sempre, custando 25,3 milhões de euros por quilómetro”, garantiram ao DN fontes do sector. (more…)

Obra de rebaixamento da via férrea no atravessamento da cidade de Espinho

Setembro 14, 2007

Obra de rebaixamento da via férrea no atravessamento da cidade de Espinho

A obra de rebaixamento da via férrea no atravessamento da cidade de Espinho desenvolve-se ao longo de 1950 m, sendo 746 m constituídos por rampas a céu aberto, com uma largura de cerca de 13,5 m e uma altura máxima de cerca de 9 m. Os restantes 1204 m são constituídos por um falso túnel, de dimensões semelhantes, o qual permitirá reaproveitar a superfície na cidade de Espinho.

A escavação está a ser efectuada ao abrigo de paredes moldadas, com espessura variável entre 0,8 m e 1 m, que suportam, na zona superior, um horizonte de aterros e areias de duna e, na zona inferior, encastram no substrato rochoso constituído por xistos alterados a medianamente alterados. Para o desmonte dos xistos medianamente alterados tem-se recorrido a explosivos.

O sistema de suporte da estrutura de contenção é garantido por um sistema de escoramento metálico e por ancoragens provisórias, tendo a estrutura definitiva um sistema de ancoragem de fundo, para garantia da necessária segurança à flutuação, constituído por pregagens definitivas.

Para a manutenção do equilíbrio dos níveis freáticos locais, foi definido um sistema de drenagem em sifão, constituído por valas drenantes executadas sob a laje de fundo, com um afastamento de 18 m, ligadas a colunas de brita executadas no tardoz das paredes moldadas.

Sísmica 2007

Setembro 5, 2007

Habitualmente, só se fala em sismos quando eles ocorrem e causam danos às populações ou aos edifícios. Por isso, a prevenção é fundamental e, nesse sentido, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) promove, entre os próximos dias 26 e 28 de Setembro, a sétima edição do “Congresso Nacional de Sismologia e Engenharia Sísmica – Sísmica 2007”, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica.

À volta deste tema, que será debatido no Auditório, vão estar alguns dos melhores especialistas nacionais e internacionais na matéria, que terão por base a implementação da nova regulamentação europeia (Eurocódigo 8 ) no âmbito da acção sísmica.

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Reciclagem de um pavimento rodoviário

Maio 31, 2007

Betume modificado com borracha – BMB

Maio 16, 2007

Portugal foi um país pioneiro a nivel europeu na utilização do betume modificado com borracha (BMB), tendo iniciado a sua utilização em 1999. Este tipo de betume já é utilizado em países como os EUA, Austrália e África do Sul à mais de 30 anos. O BMB é um ligante que incorpora 20 a 22% de granulado de borracha. Em Portugal as misturas betuminosas com BMB mais utilizadas são a mistura betuminosa rugosa (MBR-BMB) e a mistura betuminosa aberta (MBA-BMB). De seguida apresentam-se as características de ambas:

MBR-BMB:
Propriedades:

  • Estrutural (Resistência à fadiga, propagação de fendas e ao envelhecimento, baixa rigidez)
  • Funcional (Macro-textura, ruído)

Utilização:

  • Camada de desgaste (espessuras de 3 a 6cm);
  • Camada de base ou de regularização;

MBA-BMB:
Propriedades:

  • Funcionais (Propagação de fendas, ruído, macro-textura, projecção de água, resistência ao envelhecimento da mistura);

Utilização:

  • Camada de desgaste (espessuras de 2,5 a 4 cm);
  • Camada intermédia anti-propagação de fendas (espessuras de 2,5 cm) em sistemas multi-camadas.

Vantagens
A utilização de misturas betuminosas com BMB em pavimentos tem diversas vantagens, tais como:

  • Elevada resistência à propagação de fendas;
  • Elevada flexibilidade dos pavimentos;
  • Redução dos custos de manutenção dos pavimentos;
  • Aumento do atrito no contacto pneu/pavimento;
  • Redução do ruído de circulação;
  • Reciclagem, redução e reutilização do resíduo pneu.

Actividade
Em Portugal a utilização do BMB, tem sido acompanhada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), e pelas Universidades do Minho e de Coimbra, tendo estas instituições elaborado relatórios sobre as propriedades do produto e sobre o acompanhamento das obras já realizadas, quer para a Recipav, quer para o diversos clientes, nomeadamente o Instituto de Estradas de Portugal (IEP), a Brisa, as Auto Estradas do Atlântico, Lusoscut, diversas Câmaras Municipais.

Para ler estas e outras informações sobre o assunto:

TGV bate Record Mundial

Abril 11, 2007

O novo comboio francês V150 bateu o record de velocidade em comboios ao ultrapassar os 574,8 kms hora em Champagne-Ardenne, França.

A viagem, realizada pelo TGV de Paris para Champagne-Ardenne, previa que a composição atingisse os 540 quilómetros por hora mas o V150 mostrou ser capaz de mais. O record anterior estava nos 513,3 quilómetros hora e também pertencia a um comboio francês.

O V150 resulta de uma parceria entre a Alstom, a Sociedade Nacional de Caminhos-de-ferro (SNCF) e a Rede Ferroviária de França (RFF) em que cada uma das parceiras investiu 30 milhões de euros.

O comboio V150 foi produzido na fábrica da Alstom de La Rochelle, apresentando-se como o resultado de 14 meses de trabalho, em que estiveram envolvidos mais de 100 engenheiros e técnicos.
Desde 15 de Janeiro que uma equipa de 40 engenheiros e técnicos da Alstom, da SNCF e da RFF tem vindo a testar cerca de 600 parâmetros, por forma a garantir que o recorde de velocidade fosse atingido com «a máxima segurança e o máximo conforto».
A viagem que marcou o recorde do TGV francês foi acompanhada em directo pelas televisões e não apresentou nenhum imprevisto durante o percurso.

  • Video 1 – cerca de 10 min (mas vale a pena, e reparem no pormenor do TGV a ser seguido por um caça da força aerea)
  • Video 2 – cerca de 10 segundos ( apenas mostra o momento do record)